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Força Aérea

17 de maio de 2005
por: InfoRel
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O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Aeronáutica, deputado Marcelo Ortiz [PV-SP], afirmou que foi pego de surpresa com a possà­vel negociação do presidente francês, Jacques Chirac que estaria tentando vender aviões antigos para a Força Aérea Brasileira. Esses aviões precisariam ser revitalizados.

“Nós sempre dissemos que o paà­s tem necessidade absoluta de defender sua soberania. Para tanto, temos de substituir os aviões Mirage que se encontram na Base Aérea de Anápolis, cuja operação tem fim marcado para o dia 31 de dezembro deste ano, pela impossibilidade de vôo”, afirmou Ortiz.

Se a compra for efetivada, ele afirmou que a revitalização terá de ser feita por uma empresa brasileira, pois essa seria uma forma de gerar empregos nio Brasil. De acordo com Marcelo Ortiz, os aviões fabricados pela EMBRAER têm um custo inferior ao da revitalização de aviões antigos, e têm uma vida útil de 40 anos.

“Se tivermos aviões novos com uma vida útil de 40 anos, poderemos, futuramente, fazer com que voem mais 15 ou 20 anos. Alega-se que não temos substitutos para os aviões que serão revitalizados, como o P-3. Temos não um substituto, mas um avião novo, com tecnologia moderna, fabricado pela EMBRAER, o P-99, que está sendo agora desconsiderado”, explicou o deputado.

Ele lembrou que o Brasil é o quarto paà­s do mundo na fabricação de aviões, e que a EMBRAER está vendendo vários modelos para paà­ses da América do Sul, Estados Unidos e Oriente Médio. “Temos que valorizar a nossa indústria aeronáutica que é uma indústria de ponta. Mas é muito triste não conseguir vender para o próprio paà­s os aviões que se fabrica”, concluiu.

A EMBRAER já entregou 30 jatos em 2005 e pretende fechar o ano com a entrega de 145 aviões. No ano passado, a empresa entregou 148 aeronaves. O governo francês estaria negociando a venda de 12 a 16 aviões de caça por cerca de 50 milhões de euros. Os modelos oferecidos são dos anos 80 e 90. Se vierem modernizados, o preço dobra.