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Economia

06 de julho de 2014
por: InfoRel

Marcelo Rech, especial de Lisboa



O que era dado como certo e um “casamento” perfeito, está em risco e a fusão já anunciada entre a Portugal Telecom e a brasileira Oi pode não sair. No mínimo, as condições terão de ser revistas por conta da compra de uma dívida de 900 milhões de euros do Grupo Espírito Santo, um dos principais acionistas da operadora.



De acordo com fontes ouvidas pelo Inforel na capital portuguesa, a decisão pela compra da dívida partiu de Henrique Granadeiro, presidente da Portugal Telecom, e não foi bem recebida no Brasil. Caso o cronograma ainda se mantenha, a fusão poderia sair em outubro, em pleno processo eleitoral brasileiro.



Em outubro do ano passado, ficou acertado que Granadeiro assumiria como vice-presidente da nova empresa, resultado da fusão. O executivo é muito próximo da família dona do Espírito Santo e os 900 milhões de euros representam praticamente metade dos ativos da Portugal Telecom já transferidos para a Oi em abril.



Por conta disso, as ações da Oi não param de cair. Em Junho foram desvalorizadas em 14,6%. Em Lisboa, diz-se que o presidente da Oi, Zeinal Bava, foi o último a saber do negócio. Além disso, há uma disputa de poder entre a Portugal Telecom e a Oi. Dois executivos indicados para a Portugal Telecom pela direção da Oi, perderam os cargos há duas semanas.



Em represália, a empresa brasileira divulgou uma nota no dia 3 de julho em que afirma que não conhecia nem participou de nenhuma negociação sobre a aplicação de recursos já integrados à empresa pela Portugal Telecom.



A Oi também esclareceu que solicitou a Portugal Telecom todas as informações relativas ao negócio e que irá avaliar o seu conteúdo antes de tomar medidas concretas em defesa dos seus interesses.



De qualquer forma, em Portugal considera-se praticamente impossível reverter a fusão, pois o processo já está num estágio muito avançado.



O que ninguém comentou tanto em Portugal quanto no Brasil é se este problema tem alguma relação com a qualidade dos serviços prestados pela Oi. Aliás, a qualidade discutível destes serviços.



Com o risco da fusão não sair, comenta-se que os projetos de reestruturação e modernização visando oferecer um serviço melhor aos consumidores, ficou em segundo plano. Há mais preocupação com as possíveis demissões que ainda virão. Em Portugal e no Brasil.


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