Defesa

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FX 2: definição está próxima

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Na semana passada, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, esteve em Paris e Madri. Foi conhecer melhor a infra-estrutura de Defesa da França e da Espanha, países com os quais nos aproximamos lenta, mas solidamente.

Ele voltou a reafirmar que o Brasil deixou de ser um mero comprador. O país quer ser respeitado por toda a sua pujança, razão pela qual, tornar-se um desenvolvedor de produtos altamente sensíveis é fundamental.

Por outro lado, na medida em que a Estratégia Nacional de Defesa deixa de ser mera retórica, aumentam também as pressões e os lobbies.

A Alemanha, por exemplo, conseguiu com relativo êxito, plantar na imprensa brasileira, acusações e denúncias em torno da preferência nacional pelo modelo francês de submarino, convencional e nuclear.

O Brasil possui cinco submarinos alemães, mas o país não transfere tecnologia, algo que está acordado com a França.

Nos próximos dias, o Brasil deverá fechar os detalhes do financiamento externo para a parceria com os franceses e destinados também ao projeto de aquisição de 51 helicópteros Cougar EC-725.

No entanto, Jobim acredita que apenas em 20 anos o Brasil possuirá seu submarino nuclear.

Em agosto, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, realiza audiência pública para discutir com o ministro, os detalhes do acordo fechado com a França.

Este ano, o ministro participou das comemorações da Queda da Bastilha, data do aniversário da Revolução Francesa, acompanhado do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) e dos líderes do PT, Cândido Vaccarezza (SP); do PSDB,
José Aníbal (SP); e do DEM, Ronaldo Caiado (GO), todos convidados de honra do ministro da Defesa francês, Hervé Morin.

Força Aérea

O lobby e as pressões são gigantescas quanto à construção de submarinos e helicópteros, mas não são menores quando o assunto é a licitação para a aquisição de aviões de caça para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Nesta briga, os Estados Unidos conseguiram tirar a Rússia da parada com a eliminação do Sukhoi-35, avião preferido dos pilotos desde a primeira versão do programa FX, cancelado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.

Participam da concorrência o Boeing F18 E/F Super Hornet (norte-americano), Dassault Rafale (francês) e o Saab Gripen NG (sueco).

Informações extra-oficiais dão conta que o Rafael francês também sairá vencedor da disputa.

Os Estados Unidos, no entanto, não desistem e prometem reverter o quadro ainda este mês, uma vez que o anúncio do vencedor deve sair no início de agosto.

O ministro da Defesa garante que, a exemplo dos demais projetos de modernização e reaparelhamento das Forças Armadas, a transferência de tecnologia será determinante na hora da escolha dos 36 caças.

A França tem colocado todo o seu peso político neste empreendimento e no que depender do presidente Nicolas Sarkozy, não haverá empecilho para o país fornecer os aviões para a FAB.

Financiamento

O financiamento para a compra dos submarinos Scorpène edos 51 helicópteros Cougar EC-725, que serão montados no Brasil, deve ser fechado ainda em julho.

Um banco privado francês estaria negociando com o Brasil, com o apoio do governo daquele país.

Este acordo precisa ser aprovado pelo Senado Federal para que os contratos sejam efetivados.

Os dois contratos giram em torno de R$ 23 bilhões. Já a construção do estaleiro no Rio de Janeiro, não sairá por menos de R$ 3 bilhões.

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