Defesa

México quer mais comércio com o Brasil
18/08/2009
Forças Armadas
18/08/2009

FX 2 – Guerra chega ao Congresso Nacional

FX 2 – Guerra chega ao Congresso Nacional

Na semana passada, suecos e norte-americanos intensificaram as pressões exercidas junto a deputados e senadores para garantir um contrato superior aos US$ 4 bilhões previsto para o Programa FX 2, da Força Aérea Brasileira (FAB).

O presidente da Boeing foi ao Senado garantir que sua empresa está disposta a investir até US$ 1,5 bilhão no Brasil se o avião escolhido pelo governo for o F-18 Super Hornet.

Além disso, assegurou que os Estados Unidos vão transferir todas as tecnologias envolvidas no projeto do caça, conforme havia prometido em carta a Secretária de Estado, Hilary Clinton.

No entanto, a transferência de tecnologia de equipamentos militares não é decisão que cabe apenas ao governo norte-americano. É preciso que o Congresso aprove e isso leva em conta uma série de fatores estratégicos de interesse dos Estados Unidos.

James Albaugh também esteve com empresários vinculados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em evento realizado pelos departamentos da Indústria de Defesa (Comdefesa) e de Relações Internacionais.

De acordo com o diretor do Comdefesa, José Carlos Carvalho, as empresas brasileiras querem participar do projeto em todas as suas fases.

A Boeing garantiu não apenas a transferência de tecnologia, mas também a inclusão de empresas brasileiras de pequeno e médio porte no processo de fabricação do caça F-18 E/F Super Hornet para as Forças Armadas do Brasil.

Segundo Albaugh, a brasileira Embraer terá papel decisivo na proposta apresentada pela Boeing. “Não é só pela compatibilidade na elaboração de projetos de defesa, mas também na troca de experiência e tecnologia”, explicou.

Ele também reiterou que o processo de venda dos caças tem total apoio do governo norte-americano, que deseja ampliar suas relações comerciais com o Brasil.

“Se formos selecionados, vamos desenvolver uma base para se tornar parte da nossa cadeia de fornecedores globais”, prometeu.

Segundo o representante da Boeing, 27 empresas brasileiras já estão selecionadas para participar de 28 programas da companhia para a fabricação do Super Hornet, o que representa um investimento de cerca de 1,5 bilhão de dólares no país.

“Estamos interessados no Programa FX-2, mas também queremos ser parceiros a longo prazo. Encontramos no Brasil organizações com as quais queremos trabalhar, independente do resultado da licitação”, revelou. Duas companhias citadas por ele foram a Embraer e a Santos Lab.

Albaugh explicou ainda que toda sua equipe teve a preocupação estudar a Estratégia Nacional de Defesa (END), documento do governo brasileiro que contem o planejamento para o setor de Defesa até 2030.

“Vemos o Brasil como potência econômica mundial e a Boeing tem condições de atender às necessidades previstas na Estratégia. Podemos ajudar o Brasil a chegar aonde ele quer”, completou.

Os Estados Unidos trabalha para evitar que o resultado da licitação seja anunciado no dia 7 de setembro quando o presidente da França, Nicolás Sarkozy, assinará um acordo estratégico com o Brasil, em Brasília.

Além da Boeing, participam da disputa a companhia francesa Dassault e a sueca SAAB.

No Senado Federal, os principais executivos da Boeing, reforçaram as garantias anunciadas pelo governo norte-americano.

Falando para uma platéia de apenas três senadores e três deputados federais, que estiveram nos Estados Unidos a convite da própria Boeing, Albaugh disse confiar na decisão do governo brasileiro.

Ele ressaltou o papel desempenhado pela empresa não apenas nos Estados Unidos, mas também no exterior.

Mais cedo, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Eduardo Azeredo, se encontrou com representantes do governo da Suécia que também pressionam para que a decisão não seja anunciada em 7 de setembro.

Caberá à Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado Federal, dar a última palavra sobre o financiamento externo que viabilizará a compra.

Uma das análises que caberá à CAE é justamente sobre a capacidade do governo brasileiro em assumir uma compra desse porte.

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