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Indústria

Gasto em Defesa pode aumentar para 2% do PIB no Brasil

Brasília – O Brasil pretende aumentar os gastos em Defesa para até 2% do Produto Interno Bruto para aproximar-se dos países que integram o BRIC – Rússia, Índia, China e África do Sul. A informação é do ministro da Defesa, Celso Amorim. Os países do BRIC gastam em média, 2,5% do PIB em investimentos militares;

De acordo com Amorim, na próxima década os gastos do Brasil com a Defesa devem ficar entre 1,5% e 2% do PIB. Além disso, o governo trabalha para fomentar a indústria do setor, principalmente quando a economia local registra baixas provocadas pela crise internacional.

No ano passado, o Brasil gastou cerca de R$ 61 bilhões em Defesa. Na pior das hipóteses, Celso Amorim espera manter esse nível para 2012.

Estudo do Stockholm International Peace Research Institute revela que os gastos totais da América do Sul em Defesa alcançam US$ 63 bilhões. O Brasil é responsável por praticamente a metade desse valor.

Se o Brasil concluir o processo de aquisição de caças para a Força Aérea, esses valores poderão disparar ainda mais. Estima-se em US$ 5 bilhões o contrato para a compra de 36 aviões.

No entanto, Celso Amorim evitou mais uma vez fixar uma data para a decisão sobre o modelo a ser adquirido pelo Brasil. “É importante que a decisão saia logo porque há uma deficiência que já se percebe. A decisão sobre os caças é algo que está muito perto de acontecer”, afirmou o ministro.

Ele assegurou que o desaceleramento da economia brasileira não impedirá que o governo tome uma decisão ainda em 2012. O crescimento do país passou de 7,5% em 2010 para 2,7% em 2011.

Na avaliação de militares da Forças Armadas, a urgência em se adquirir caças para a FAB e um novo sistema de defesa aérea, se justifica pelos planos do Brasil em explorar as reservas de petróleo recém descobertas e o Pré-Sal.

Indústria

O governo também avalia que o aumento dos gastos com Defesa representa uma oportunidade para a indústria nacional vender até US$ 2,7 bilhões anuais para as Forças Armadas, afinal de contas, o Brasil produz aviões, radares, navios, armas, munições, pára-quedas, coletes à prova de balas, entre outros, e pode inclusive exportar para a América Latina.

Celso Amorim destacou ainda que em até quatro anos, o Brasil estará fabricando um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), para missões táticas de vigilância. A Colômbia já demonstrou interesse em participar desse projeto.

Ele ressaltou também a participação de Argentina, Chile e Colômbia, no projeto de produção do cargueiro KC-390. A Embraer espera conseguir até 20% do mercado de reposição desse tipo de aeronave na região, dominado pelos Estados Unidos com o Hércules C-130.

Para fortalecer ainda mais as relações com os vizinhos, o Brasil acaba de adquirir quatro lanchas de patrulha fluvial da Colômbia por US$ 10 milhões.

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