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Minustah

Governo brasileiro não confirma demissão do General Heleno

O General Augusto Heleno Ribeiro, comandante das tropas internacionais da Minustah, não teve sua demissão confirmada pelo governo brasileiro.

Ele teria manifestado o desejo de deixar o comando, mas o assunto ainda deverá ser tratado em duas reuniões, uma que começa nesta quinta-feira em Montreal, Canadá, e outro no dia 24, em Nova York, da Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas [ONU].

Segundo o próprio general, seu contrato com a ONU terminou no dia 30 de maio. Ele cobra a doação de US$ 1 milhão para a reconstrução do país e tem sido criticado pela embaixada dos Estados Unidos em Porto Príncipe, principalmente por conta do crescimento dos seqüestros no país.

O general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Instituicional da presidência da República, está em Porto Príncipe para fazer uma avaliação da situação, e para discutir a permanência de Heleno à frente da Minustah.

Segundo fontes diplomáticas, o Brasil não abre mão de manter o comando da missão e deve exigir o cumprimento das promessas feitas pelos países doadores, de ajudar financeiramente o Haiti.

Esta semana, o Brasil, trocou seu contingente no país e enviou cerca de 150 engenheiros militares para iniciarem os estudos sobre projetos de infra-estrutura que precisam ser realizados no Haiti, como a recuperação de estradas, pontes e da rede de esgoto.

O Brasil gastou cerca de US$ 340 milhões com o envio de 1.200 soldados ao Haiti. A missão é parte da estratégia brasileira de pressionar a comunidade internacional por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Diplomatas estrangeiros especulam que os Estados Unidos estariam por trás das críticas feitas ao General Heleno. Com a proximidade das eleições no país, os norte-americanos gostariam de reaver o controle do Haiti, e ao mesmo tempo, fragilizar o Brasil em relação a uma futura reforma da ONU.

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