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Diálogo

Governo colombiano e FARC fecham acordo para o cessar-fogo definitivo no país

Brasília – O governo da Colômbia e a guerrilha das FARC chegaram a um acordo para a implementação do cessar-fogo definitivo no país. Os detalhes fechados em Havana ainda não foram anunciados. Nesta quinta-feira, 23, o presidente Juan Manuel Santos e o líder da organização esquerdista, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, assinarão o documento em Cuba.

De acordo com a chancelaria colombiana, os presidentes de Cuba, Raul Castro, de El Salvador, Sánchez Cerén, do Chile, Michele Bachelet, da Venezuela, Nicolás Maduro, da República Dominicana, Danilo Medina, em representação da CELAC, além do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ministro de Relações Exteriores da Noruega, Borge Brende, participarão do evento que marca o fim de mais de 50 anos de hostilidades. Há ainda a previsão de que outros líderes políticos da região prestigiem o encontro histórico. Estados Unidos e União Europeia também enviarão representantes.

Ainda segundo comunicado do governo colombiano, as duas partes chegaram a um entendimento quanto à entrega de armas por parte da guerrilha, garantias de segurança para seus membros, luta contra o paramilitarismo e condutas criminais que possam pôr em risco a implementação dos acordos alcançados em Cuba.

As negociações também incluirão a definição de zonas de localização das tropas guerrilheiras para a verificação do cessar fogo, cronograma de abandono das armas e garantias de segurança para os combatentes. Na prática, a assinatura final do acordo se daria em dois meses.

Comunidade internacional reage com entusiasmo ao acordo de paz na Colômbia

O anúncio do acordo de paz na Colômbia com o fim defintivo das hostilidades e um cessar-fogo bilateral gerou uma onda de entusiasmo em todo o mundo, em especial na América Latina. Apesar do ceticismo de parte da população colombiana com o cumprimento dos termos do acordo pelos guerrilheiros, a decisão foi aplaudida tanto por países como por mecanismos de consertação política regional e multilateral.

Os governos dos Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Espanha, Peru, Bolívia, e México, entre outros, elogiaram a coragem do presidente Juan Manuel Santos em buscar o acordo apesar dos diversos contratempos registrados desde 2012 quando os diálogos foram iniciados em Cuba.

Também a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a UNASUL, saudaram o fim do conflito colombiano. O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, em representação da CELAC, estará em Cuba para o anúncio oficial que será feito pelo presidente colombiano e o líder máximo das Farc.

Em nota, o Itamaraty destaca que o acordo “trata-se de passo fundamental para o fim da violência e a pacificação definitiva da Colômbia, que representa uma vitória para todos os colombianos e um motivo de júbilo para a região como um todo”.

O ministério das Relações Exteriores elogiou ainda o papel desempenhado por Cuba que abriu os canais de diálogo para que governo e guerrilha pudessem discutir os termos do acordo de paz.

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