Brasília, 21 de outubro de 2018 - 07h19
Governo da Colômbia formaliza saída do país da UNASUL

Governo da Colômbia formaliza saída do país da UNASUL

28 de agosto de 2018
por: InfoRel
Brasília – O governo colombiano formalizou nesta segunda-feira, 27, a saída do país da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) conforme prometera o então candidato e hoje presidente, Iván Duque. Em carta dirigida ao Secretariado da entidade, o ministro das Relações Exteriores, Carlos Holmes Trujillo, denuncia o tratado constitutivo, linguagem diplomática que significa a retirada do país do bloco.

De acordo com Duque, em seis meses a Colômbia deixará, definitivamente, de fazer parte da UNASUL, segundo as regras adotadas em 2008. Com isso, o país será o primeiro sócio-fundador do bloco a deixar de integrá-lo formalmente a partir de 27 de fevereiro de 2019. Do anúncio à tomada da decisão, passaram-se apenas 20 dias.

Iván Duque explicou que a UNASUL nasceu “para fraturar o sistema interamericano” servindo apenas para acomodar “os propósitos de uma ditadura”, afirmou em referência à Venezuela.

O presidente da Colômbia também desferiu críticas duras ao bloco que, segundo ele, “nunca denunciou os atropelos do governo encabeçado por Nicolás Maduro e tampouco exerceu o seu dever de garantir que essas ações não se constituíssem na eliminação das liberdades da cidadania”. Na sua avaliação, “a UNASUL tem sido o maior cúmplice da ditadura da Venezuela”.

Carlos Holmes Trujillo havia revelado em 10 de agosto que a decisão política de deixar a UNASUL estava tomada. Naquele momento, a Colômbia realizava consultas com outros países membros como Argentina, Chile e Peru. A ideia é que houvesse uma retirada coletiva, o que acabou não acontecendo.

Antes, em 10 de abril, seis dos 12 membros do bloco - Argentina, Colômbia, Chile, Brasil, Paraguai e Peru – decidiram suspender temporariamente participação na UNASUL. À época, os respectivos governos justificaram a medida como necessária para forçar a Venezuela a aceitar a indicação do argentino José Octávio Bordón, atual embaixador daquele país no Chile, para o cargo de Secretário-Geral, vago desde o início de 2017.

Caracas decidiu bloquear a indicação por questões ideológicas e até hoje a entidade encontra-se paralisada por razões políticas.

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