Brasília, 19 de novembro de 2018 - 06h22
Governo da Colômbia formaliza saída do país da UNASUL

Governo da Colômbia formaliza saída do país da UNASUL

28 de agosto de 2018
por: InfoRel
Compartilhar notícia:
Brasília – O governo colombiano formalizou nesta segunda-feira, 27, a saída do país da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) conforme prometera o então candidato e hoje presidente, Iván Duque. Em carta dirigida ao Secretariado da entidade, o ministro das Relações Exteriores, Carlos Holmes Trujillo, denuncia o tratado constitutivo, linguagem diplomática que significa a retirada do país do bloco.

De acordo com Duque, em seis meses a Colômbia deixará, definitivamente, de fazer parte da UNASUL, segundo as regras adotadas em 2008. Com isso, o país será o primeiro sócio-fundador do bloco a deixar de integrá-lo formalmente a partir de 27 de fevereiro de 2019. Do anúncio à tomada da decisão, passaram-se apenas 20 dias.

Iván Duque explicou que a UNASUL nasceu “para fraturar o sistema interamericano” servindo apenas para acomodar “os propósitos de uma ditadura”, afirmou em referência à Venezuela.

O presidente da Colômbia também desferiu críticas duras ao bloco que, segundo ele, “nunca denunciou os atropelos do governo encabeçado por Nicolás Maduro e tampouco exerceu o seu dever de garantir que essas ações não se constituíssem na eliminação das liberdades da cidadania”. Na sua avaliação, “a UNASUL tem sido o maior cúmplice da ditadura da Venezuela”.

Carlos Holmes Trujillo havia revelado em 10 de agosto que a decisão política de deixar a UNASUL estava tomada. Naquele momento, a Colômbia realizava consultas com outros países membros como Argentina, Chile e Peru. A ideia é que houvesse uma retirada coletiva, o que acabou não acontecendo.

Antes, em 10 de abril, seis dos 12 membros do bloco - Argentina, Colômbia, Chile, Brasil, Paraguai e Peru – decidiram suspender temporariamente participação na UNASUL. À época, os respectivos governos justificaram a medida como necessária para forçar a Venezuela a aceitar a indicação do argentino José Octávio Bordón, atual embaixador daquele país no Chile, para o cargo de Secretário-Geral, vago desde o início de 2017.

Caracas decidiu bloquear a indicação por questões ideológicas e até hoje a entidade encontra-se paralisada por razões políticas.

Assuntos estratégicos

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Brasília – Com cerca de 30 instalações nucleares e 3.000 fontes de...
Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasília - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações...
Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Brasília – Apesar do anúncio feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, de...
Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Brasília – Os primeiros anúncios feitos pelo presidente da República...
CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional...
Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Os chanceleres de Espanha, Josep Borrell, e do Brasil, Aloysio Nunes, mantiveram encontro de...
Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Em 25 de setembro de 2018, Sua Excelência a Senhora Sushma Swaraj, Ministra das...
Comunicado Conjunto do BRICS

Comunicado Conjunto do BRICS

Os Ministros das Relações Exteriores/Relações Internacionais do BRICS...