Defesa

Mundo não reconhece independência da Catalunha
28/10/2017
Grupo de Lima pede apoio da ONU à crise humanitária na Venezuela
02/11/2017

Governo discute segurança pública e fronteiras com governadores

Brasília – A Carta do Acre, assinada nesta sexta-feira, 27, em Rio Branco, por quatro ministros de Estado (Defesa, Justiça, Relações Exteriores e Segurança Institucional) e 20 governadores, prevê a criação de um Sistema Nacional de Segurança Pública. De acordo com o ministério da Defesa, “O Encontro de Governadores do Brasil – pela Segurança e Controle das Fronteiras”, promovido pelo governo do Acre, teve por objetivo discutir soluções no combate ao narcotráfico e pela defesa da segurança nacional.

Segundo o MD, a Carta do Acre é uma proposta de união de esforços em defesa da vida e da integridade física da população brasileira – em especial, para a juventude – ameaçada pelas drogas, violência e o narcotráfico. O ministro Raul Jungmann destacou que “o crime organizado é uma ameaça à sociedade, implanta o medo, descredibiliza a figura do Estado, onde a população busca a autoproteção. Temos que mudar essa realidade”.

Segundo ele, “nesse momento que a política sofre ataques de descrédito, a realização deste encontro demonstra a grandeza dos atores políticos de excluir as diferenças partidárias e implementar o debate para resolução dos problemas da sociedade”, acrescentou.

Jungmann ressaltou que 45 mil homens e mulheres das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) atuam na região Amazônica, sob a coordenação do Comando Militar da região, sendo que 9.700 na faixa de fronteira. Citou ainda que foram realizados, de janeiro a setembro deste ano, 338 operações nas fronteiras, além de 29 varreduras em presídios, 15 operações de engenharia e outras 12 ações de combate ao mosquito aedes egytpi, apoio logístico a prova do Enem e obras do DNIT.

O ministro da Defesa propôs mais uma vez uma iniciativa sul-americana na área de segurança pública, reunindo autoridades, e o compartilhamento com os países vizinhos do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON). Outras propostas discutidas foram a implantação de uma força-tarefa integrada contra a fragilidade das fronteiras, a integração das atividades de inteligência e informações dos governos estaduais e federal, e liberações emergenciais de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), que acumulam neste exercício o valor de R$ 900 milhões.

Participaram da reunião os governadores do Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Roraima, Rondônia, Maranhão, Pará, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e representantes do Espírito Santo e Rio Grande do Sul. O evento contou com a presença do comandante Militar da Amazônia, general Geraldo Antônio Miotto; o comandante do 9º Distrito Naval, almirante Luís Antônio Rodrigues Hecht; o assessor especial parlamentar do Ministério da Defesa, general Marco Aurélio de Almeida Rosa; além de parlamentares, prefeitos, vice-governadores, representantes estaduais e integrantes das polícias militares.

O ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Sérgio Etchegoyen, fez uma palestra com o tema “Segurança de Fronteira. Narcotráfico, emergência nacional, drogas, armas e munição”. Para o general a problemática da segurança pública constitui uma das maiores angústia da sociedade brasileira em todos os estados. “Não há soluções simples e nem imediatas para este problema. Mas, este encontro é a indicação que vislumbramos um caminho da cooperação e da coordenação de esforços de todos os níveis de governo e também de todos os países afetados pela insegurança na nossa região”, afirmou Etchegoyen.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, o uso da tecnologia é fundamental para o combate à criminalidade. “Devemos priorizar o uso da tecnologia no âmbito da cooperação internacional. Temos que dispor da mais avançada tecnologia para combater os crimes em mais de 17 mil quilômetros de fronteiras. Precisamos de satélites e veículos interligados para compartilhar dados”, destacou Torquato.

Já o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, falou sobre a rota do tráfico na região Amazônica e as iniciativas da pasta com reuniões bilaterais com os países vizinhos. “Devemos estabelecer mecanismos operacionais com os vizinhos para a troca de informações”, defendeu.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *