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Governo esconde ministra por eleições

Governo esconde ministra por eleições

Marcelo Rech

 

Na semana passada, um apagão deixou às escuras 18 estados e o Paraguai inteiro.

 

Como tem sido praxe nestes quase oito anos de governo petista, o Planalto minimizou o problema e transformou sua incompetência e arrogância em disputa eleitoral.

 

A oposição errática que moribunda vagueia pelos corredores do Congresso, enxergou ali uma oportunidade para solapar a candidatura presidencial da ministra Dilma Roussef.

 

A toda-poderosa foi o que restou dos escândalos que varreram a cúpula do Partido dos Trabalhadores do governo.

 

Dilma Roussef comandou o ministério das Minas e Energia, deixou o posto, mas não perdeu o poder e a influência.

 

Aí colocaram um ministro para assinar ofícios.

 

A ministra sempre foi vendida ao país como um exemplo de executiva bem sucedida capaz de gerenciar o governo e fazer as coisas acontecerem.

 

Diante do fato concreto, o governo decidiu escondê-la.

 

Neste sentido, seguiu a receita do ex-ministro Rubens Ricupero para quem é preciso esconder as notícias ruins para faturar com as boas.

 

Enquanto isso, o ministro da Justiça preferiu tratar tudo como um microproblema.

 

Deveria se preocupar com o consumidor que terá uma via crusis pela frente se quiser alguma indenização das concessionárias.

 

Seguramente o senhor ministro não teria a mesma avaliação se estivesse esquentando banco na oposição.

 

Do alto de sua arrogância, Dilma Roussef vem sendo preparada para substituir Lula por um período de quatro anos quando o presidente pretende voltar ao cargo para mais oito anos de mandato.

Acontece que tudo que é artificial uma hora estoura. A suposta competência da ministra ruiu com o apagão.

Ela de fato, está longe de ter luz própria. Não decola nas pesquisas e somente uma transferência direta de votos pode fazê-la presidenta.

Isso e a incapacidade da oposição de se entender.

Quanto mais os tucanos se bicam, mas o Planalto comemora.

A julgar pelos últimos acontecimentos, Lula não terá muito trabalho para fazer seu sucessor.

Mesmo com todas as mentiras ditas e propagadas.

Marcelo Rech, 38, é jornalista com pós-graduação em Relações Internacionais e especialização em Estratégias e Políticas de Defesa. Correio eletrônico: inforel@inforel.org

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