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24/02/2016
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24/02/2016

Lava Jato

Governo peruano rejeita denúncias que vinculam Humala com a Odebrecht

Brasília – O governo do Peru rejeitou nesta terça-feira, 23, as denúncias que vinculam o presidente Ollanta Humala com a empresa brasileira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato no Brasil e naquele país. Humala convocou o embaixador brasileiro em Lima, Marcos Raposo Lopes, para expressar sua indignação e cobrar informações oficiais a respeito.

Marco Raposo Lopes esteve reunido na manhã desta terça-feira com Humala, o presidente do Conselho de Ministros, Pedro Cateriano, e a ministra de Relações Exteriores, Ana María Sánchez. As informações vinculando Humala à Odebrecht seriam oriundas da Polícia Federal.

De acordo com as informações que chegaram ao Peru, a PF teria encontrado com o ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, preso há seis meses, anotações sobre supostos pagamentos de proprina no Peru, vinculados a um denominado “Programa OH”, por US$ 3 milhões.

As investigações realizadas até o momento revelam que empresas brasileiras pagaram propina para obterem contratos para grandes obras, principalmente em países da região e na África.

Também confirmam que recursos da estatal Patrobras foram desviados para partidos políticos que teriam se associado com as grandes construtoras brasileiras, intermediários e especialistas em lavagem de dinheiro, o que permitiu a montagem de um sistema de pagamento de subornos que lhes beneficiava nas principais licitações onde as obras eram superfaturadas.

Os desvios de recursos da Petrobras, de acordo com as investigações em curso, teriam durado pelo menos dez anos e poderiam implicar o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a atual mandatária Dilma Rousseff.

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