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Governo prepara ação coordenada para proteger fron

Governo prepara ação coordenada para proteger fronteiras

Os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciaram nesta quarta-feira, 2, que o combate aos crimes transnacionais praticados nas regiões fronteiriças do Brasil será feito por meio de ações conjuntas dos dois ministérios.

Todas as operações realizadas nos mais de 17 mil quilômetros de fronteiras serão coordenadas a partir do Centro de Operações Conjuntas (COC), que funciona no ministério da Defesa.

Na próxima semana, o governo pretende anunciar as medidas que serão implementadas no âmbito do Plano Estratégico de Fronteiras, que prevê operações integradas entre as Forças Armadas e os órgãos de segurança pública federais, tais como Polícia Federal e a Secretaria Nacional de Segurança Pública.

O governo também promete intensificar as operações de inteligência na região de fronteira e haverá aumento dos efetivos e alocação de equipamentos de alta tecnologia.

O ministério da Defesa informa que o Plano Estratégico de Fronteiras será executado a partir de dois grandes eixos.

O primeiro se dará pelo reforço da Operação Sentinela, de caráter permanente, que já vem sendo realizada pelo ministério da Justiça desde 2010. Com foco em ações de inteligência, essa operação será intensificada e passará a contar com o apoio das Forças Armadas.

O efetivo de policiais dedicados exclusivamente à operação será dobrado, garante o ministério da Justiça.

O segundo eixo se dará pela Operação Ágata que não terá caráter permanente e cuja finalidade será o aumento da presença e do impacto das forças envolvidas em pontos específicos da fronteira.

Pelo menos cinco pontos em diferentes localidades, do sul ao norte do país, foram selecionados para receber a operação.

Sem revelar onde ficam o ministro da Defesa afirmou que nesses locais foram observados maior incidência de ilícitos de fronteira.

Participarão das ações relativas a essa operação cerca de cinco mil homens das Forças Armadas. Também está previsto o uso de meios como embarcações, aviões e veículos militares.

O Centro de Operações Conjuntas é a unidade que acompanha todas as atividades operacionais das Forças Armadas em território brasileiro e dos efetivos brasileiros no Haiti e no Líbano.

Colômbia

No dia 24, os ministros Nelson Jobim e José Eduardo Cardozo embarcam para Bogotá onde discutirão os detalhes de um plano conjunto entre Brasil e Colômbia para monitorar e fiscalizar a fronteira de 1.700 quilômetros.

O foco estará concentrado no combate ao narcotráfico e ao contrabando, mas servirá ainda para observar o possível movimento de guerrilheiros na região.

Segundo Nelson Jobim, “resolvemos aproveitar o momento em que há disposição muito forte do governo da Colômbia para o tema, para definirmos as ações a serem realizadas”.

O Brasil pretende estender esse tipo de operação para todos os dez países com os quais faz fronteira.

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