Brasília, 12 de dezembro de 2018 - 06h50

Oriente Médio

16 de agosto de 2012
por: InfoRel
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Brasília - O governo de Israel ainda não decidiu quando irá atacar o Irã, mas estrategistas militares do país estimam que uma guerra entre os dois países não duraria mais que 30 dias.



Estimam ainda que um conflito entre Israel e Irã cobraria a vida de pelo menos 500 israelenses.



Israel considera o Irã seu pior inimigo e não admite que a nação persa desenvolva um programa nuclear. Para as autoridades israelenses, o Irã mente em relação aos interesses pacíficos deste projeto.



Especialistas israelenses acreditam ainda que um conflito com o Irã incluirá combates com extremistas libaneses e palestinos. O Hezbollah teria 60 mil mísseis apontados para Israel.



Em 2006, o Hezbollah disparou quatro mil foguetes contra cidades israelenses. Também as cidades próximas à Faixa de Gaza são vítimas de ataques com foguetes quase todas as semanas.



Um ataque ao Irã poderia ocorrer no próximo outono, direcionado às instalações nucleares. No entanto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, favoráveis ao ataque, ainda não conseguiram o apoio necessário junto às Forças Armadas.



Por outro lado, Netanyahu deixou claro que a decisão é política e que caberá aos militares cumpri-la. Ele lembrou que em 1981 o primeiro-ministro Menachem Beguin decidiu destruir um reator nuclear no Iraque e que a operação foi realizada mesmo com a oposição dos militares e dos serviços de inteligência.



Além disso, Israel espera ter o apoio dos Estados Unidos. No entanto, nesta quarta-feira, 15, o Secretário de Defesa norte-americano, Leon Panetta, afirmou que Israel ainda não tomou essa decisão. Ele reafirmou que Washington prefere uma solução diplomática para a crise com o Irã.



Desde abril deste ano o governo de Israel tem deixado clara a sua intenção de evitar que o Irã possua armas nucleares.



Guerra



Em Teerã, o Líder Supremo, Ali Khamenei, afirmou que "Israel será varrido da geografia mundial e o seu território devolvido aos palestinos".



Khamenei disse, em reunião com ex-combatentes da guerra com o Iraque, que "os sionistas e seus partidários querem apagar a consciência mundial em torno do conflito palestino, mas o mundo islâmico continuará resistindo a esse plano".



Na sua avaliação, a revolução iraniana que resultou na criação da República Islâmica, supõe um obstáculo histórico nos esforços das potências hegemônicas para que se esqueça da ocupação palestina.



"A terra islâmica, longe de qualquer dúvida, será devolvida à nação palestina, e a farsa criada pelo sionismo será apagada da geografia mundial", afirmou.



Para Khamenei, a criação do Estado de Israel sobre território palestino é o grande motivo das guerras no Oriente Médio.



O Irã não reconhece o Estado de Israel e suas autoridades políticas e religiosas têm reiterado que apoiarão todas as medidas que tenham por objetivo fazê-lo desaparecer do mapa.

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