Brasília, 17 de novembro de 2018 - 14h17

Haiti quer ajuda por dez anos

26 de janeiro de 2010
por: InfoRel
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O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, afirmou nesta segunda-feira em Montreal, no Canadá, que o seu país vai precisar de ajuda internacional por pelo menos uma década para se recuperar do terremoto de 12 de janeiro.



Estima-se que o Haiti vá precisar de um investimento de US$ 10 bilhões. Até o momento, as doações feitas por governos atingem US$ 1 bilhão.



Outros US$ 700 milhões teriam sido arrecadados por organismos e agências internacionais.



Além disso, Bellerive destacou que serão os haitianos aqueles que vão decidir onde os recursos serão investidos.



O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu que a comunidade internacional abra seus mercados para os produtos haitianos.



Atualmente, o Brasil estuda reduzir tarifas para a importação de têxteis do Haiti. No entanto, a proposta esbarra na incipiente infra-estrutura do país.



Não há profissionais qualificados e os produtos são de qualidade duvidosa.



Participaram do encontro, representantes da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Estados Unidos, Japão, Peru, República Dominicana e Uruguai, além de integrantes do Banco Mundial e organismos internacionais.



Uma segunda conferência sobre a reconstrução do Haiti poderá ser realizada em março na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.



Análise da Notícia



A prometida ajuda internacional ao Haiti tem tudo para repetir erros e equívocos do passado.



Fala-se muito no volume de dinheiro doado, nos valores necessários para a reconstrução, mas praticamente nada sobre como esses recursos efetivamente chegarão às obras e ações que podem tirar o país do estado de miséria a que está relegado há décadas.



Ainda estamos na fase das vaidades onde todo mundo quer ser importante, quer aparecer.



A população haitiana segue na pauta mais por falta de assunto, de um escândalo qualquer, do que propriamente por ser uma prioridade mundial. Nunca foi.



Não será desta vez.



O Haiti seguirá sua sina.



Logo outra catástrofe tomará seu lugar nos noticiários e aos poucos os haitianos serão abandonados apesar das promessas dos líderes mundiais.



Os recursos anunciados não serão capazes de transformar a realidade daquele país.



O dinheiro não cai nas mãos dos que mais necessitam.



Os inúmeros atravessadores e ONGs inúteis que atuam ali impedem que boas coisas sejam feitas.



Além disso, enquanto existir um buraco como o Haiti haverá burocrata ganhando um excelente salário.



O Brasil tem o Haiti como um cartã0 de visitas para ser aceito no exclusivíssimo Conselho de Segurança da ONU.



Pese os interesses políticos que permeiam sua presença ali, os militares fazem sua parte. E são os que efetivamente pagam o preço de tanta demora entre o que dizem os discursos e o que acontece de fato.

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