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Haverá choro e ranger de dentes

Haverá choro e ranger de dentes

Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Diante de meio copo de água, sou daqueles que juram que a água está acabando (bando dos desanimados e reduzidos EPÂS).

Ao contrário da imensa confraria, que satisfeitos (bando dos festivos e eufóricos OBÂS) consideram que ainda temos um bocado de água para consumir.

Estamos diante de um novo Ministro da Defesa. Para os OBÂS, agora vai. Para mim, lastimo e profetizo – “Ai dos Vencidos”.

Somente um punhado de renitentes otimistas, que desconhecem a triste figura que irá mandar (é isto mesmo, mandar – em sua essência, bem diferente do comandar, ou mandar com, preconizado nas Instituições Militares), e seu conhecido passado de arbitrariedades, pode julgar que ventos benfazejos, irão soprar doravante.

Ledo e tenebroso engano.

A esquerda nacional tem como objetivo a desconstrução das Forças Armadas. E eles são mestres no assunto.

Após seu périplo (próximos vinte ou trinta anos), não sobrará pedra sobre pedra das Instituições Militares.

Várias figuras de triste lembrança foram ungidas ao Ministério da Defesa. Não necessariamente nesta ordem, tivemos o fraco, o confuso, o pusilânime, o beócio, e, agora, um imponente, pedante e espaçoso bobalhão.

Num processo bem planejado de desconstrução, creio que adentramos à 3ª e última fase do Projeto.

Na primeira, o objetivo era o enfraquecimento. Etapa de maior duração e coroada com exemplar êxito pelos magníficos “estrumes” e figuras sem a mínima qualificação para o exercício do honroso cargo que, aleatoriamente, ocuparam.

Na segunda, a de desmoralização, foi o estabelecimento de entidades e organizações paralelas para que ocorressem, como tem ocorrido no setor aéreo, a duplicidade de responsabilidades e a criação de áreas de indefinição, que geraram o caos e a confusão.

Algo semelhante deverá ocorrer, oportunamente, em se tratando do Exército e da Força Nacional de Segurança.

Esta fase vai de vento em popa, pois, de repente, o apagão aéreo passou a ser um problema militar ou da Força Aérea e, como ficamos sabendo, somente a mão forte do governo poderá colocar as coisas nos seus devidos trilhos (é ai que entra o novo Ministro, com carta branca para pôr e dispor, ou seja, acabar com a “esculhambação”).

Eis que chegamos à terceira etapa, a da submissão ou do enquadramento. Basta recordar as palavras ou ameaças do novo Ministro, “ … é assim que vai ser , … quem quer fica, quem não concordar vai embora …”.

Na verdade, um recado direto de quem vai mandar. Em síntese, um alerta, não dirigido a uma platéia de relapsos e incompetentes, mas pasmem, para as mais altas autoridades militares.

Por isso, “Vae Victis”- “Ai dos Vencidos”.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira é general de brigada RI, vice-presidente de Assuntos da Amazônia e Soberania Nacional do Instituto Nacional de Estudos e Assuntos Estratégicos (INEA).

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