Brasília, 11 de dezembro de 2018 - 21h42

Holocausto: ‘O que aconteceu pode se repetir’, diz

28 de janeiro de 2014
por: InfoRel
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Brasília - A chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, alertou em sua mensagem para o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto para os perigos da discriminação racial, afirmando que o Holocausto é um forte lembrete da discriminação e intolerância, e de quão poderoso e mortal o incitamento ao ódio racial pode ser.



Segundo ela, "hoje, nós honramos a memória das milhões de pessoas - homens, mulheres e crianças - brutalmente assassinadas há sete décadas pelo simples fato de serem judeus, ciganos, eslavos ou homossexuais, porque eles tinham deficiência, eram testemunhas de Jeová ou adversários políticos."



Pillay lembrou que todo ano, em 27 de janeiro, "nós reservamos um momento para lembrar das vítimas do Holocausto e refletir sobre como ele surgiu e como o mundo como um todo falhou para impedi-lo", ressaltado que este genocídio deve "tornar-nos mais conscientes da importância de reagir rapidamente e com firmeza a manifestações de discriminação, hostilidade ou violência contra indivíduos e comunidades inteiras, onde quer que ocorram".



Já o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a lembrança deste dia - aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz - acontece em um momento no qual há "alertas para os perigos do esquecimento".



"Neste ano, assinalam-se duas décadas desde o genocídio em Ruanda. Conflitos na Síria, Sudão do Sul e República Centro-Africana assumiram uma dimensão perigosa. O fanatismo ainda percorre nossas sociedades. O mundo pode e deve fazer mais para eliminar o veneno que levou aos campos de concentração", afirmou.



"Não podemos construir o futuro sem lembrar o passado. O que aconteceu pode se repetir. Combater o ódio está entre as principais missões da ONU. Nossos mecanismos trabalham para proteger as pessoas. Nossos tribunais esforçam-se para fazer justiça. Nossos especialistas escrutinam o mundo para detectar indícios de crimes atrozes", completou.



Para o diplomata, o mundo precisa permanecer vigilante contra a intolerância, ideologias extremistas, tensões comunais e discriminação contra minoras. Na sua avaliação, "temos que ensinar bem nossas crianças".



"Estando ao lado do crematório de Auschwitz, me senti profundamente triste por tudo aquilo que aconteceu ali. No entanto, também me senti inspirado por todos aqueles que libertaram os campos de extermínio para a humanidade. Vamos juntar forças hoje numa jornada comum por um mundo de igualdade e dignidade para todos", explicou Ban.



Rejeitando qualquer negação do Holocausto como um acontecimento histórico, na íntegra ou em parte, a Assembleia Geral da ONU adotou por consenso, em 2005, a resolução A/RES/60/7, na qual condena "sem reservas" todas as manifestações de intolerância religiosa, incitação, assédio ou violência contra pessoas e comunidades com base na origem étnica ou crença religiosa, onde quer que ocorram.



Este mesmo documento pede à ONU que designe o dia 27 de janeiro - aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau - como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e solicita aos Estados-membros que desenvolvam programas educacionais para que a tragédia não seja esquecida pelas gerações futuras com o objetivo de evitar que atos de genocídios voltem a acontecer.

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