Brasília, 18 de novembro de 2018 - 21h50

Diplomacia

18 de novembro de 2010
por: InfoRel
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Os presidentes de Honduras, Porfírio Lobo, do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da República Dominicana, Leonel Fernández, poderão se reunir em dezembro para discutir uma saída legal e política para o ex-presidente Manuel Zelaya.



 



A idéia é pôr fim à crise política no país centro-americano e permitir que Honduras saia do isolamento internacional retornando à Organização dos Estados Americanos (OEA), de onde foi expulsa em julho de 2009.



 



O presidente Porfírio Lobo criou uma comissão de juristas para analisar a situação legal do ex-presidente e assim, acelerar o seu regresso à Tegucigalpa.



 



Lula entende que o Brasil não pode reconhecer o governo eleito após o golpe se Manuel Zelaya continuar impedido de retornar ao país ou se tiver de responder a processos na Justiça.



 



Uma saída seria o governo hondurenho aprovar um indulto a favor de Zelaya que é acusado de corrupção e violação da Constituição.



 



O problema é que para ser indultado, Zelaya precisa ser primeiro condenado pelos crimes de que é acusado. Somente depois, o presidente de Honduras pode perdoá-lo.



 



Para Lula, esse problema não deve ser tratado pela presidente eleita Dilma Roussef.



 



Enquanto isso, o governo dominicano trabalha para reunir em Santo Domingo, os presidentes de Honduras e do Brasil a fim de discutir uma solução para o ex-presidente.



 



Lobo já comunicou ao presidente Leonel Fernández sua disposição em viajar e retornar com Manuel Zelaya. Ele teria o compromisso do presidente da Corte Suprema de Honduras de que Zelaya não será preso.



 



O governo brasileiro ainda não se manifestou.



 



Popularidade



 



De acordo com a Consulta Mitofsky, especialista em pesquisas de opinião em nível internacional, o presidente de Honduras, Porfírio Lobo, está entre os Chefes de Estado da América Latina melhor avaliados, acima de Sebastián Piñera, do Chile, e Felipe Calderón, do México.



 



Com apenas 10 meses no poder, ele tem 60% de aprovação popular.



 



O mais bem avaliado é o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva com 78%, seguido de Maurício Funes, de El Salvador, com 75%, Juan Manuel Santos, da Colômbia, com 74%, Ricardo Martinelli, do Panamá, com 69% e José Mújica, do Uruguai, com 63%.



 



Em seguida, estão Porfírio Lobo, Piñera, Calderón, Laura Chinchila, da Costa Rica, e Rafael Correa, do Equador.



 



Entre os que não estão entre os melhores nem os piores, situam-se Leonel Fernández, da República Dominicana, Evo Morales, da Bolívia, Álvaro Colom, da Guatemala, e Barack Obama, dos Estados Unidos.



 



Já o piores do hemisfério, de acordo com essa pesquisa, são Cristina Fernández, da Argentina, Daniel Ortega, da Nicarágua, Stephen Harper, do Canadá, Alan Garcia, do Peru e Fernando Lugo, do Paraguai.

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