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Honduras: Brasil negou avião para Zelaya

Honduras: Brasil negou avião para Zelaya

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira no Senado Federal, que negou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), para o retorno do presidente Manuel Zelaya a Honduras.

Segundo ele, foi o próprio Zelaya quem pediu o avião. Consultado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiou a decisão do chanceler.

Amorim voltou a negar qualquer participação do Brasil na operação que levou o presidente deposto à embaixada brasileira em Tegucigalpa.

De acordo com o ministro, o Brasil soube que Manuel Zelaya estava na capital meia-hora antes de ele se abrigar na representação do Brasil.

Para o ministro, a decisão do Brasil foi correta e contribuiu para evitar a morte do presidente e uma guerra civil no país.

Na sua avaliação, uma solução para crise passa por um envolvimento maior da ONU através do Conselho de Segurança e da OEA.

Na última semana, Amorim conversou diversas vezes com os secretários-gerais da ONU, Ban Ki-moon, e da OEA, José Miguel Insulza, além da Secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton e presidente do Conselho de Segurança da ONU, Susan Rice.

Ele entende que a segurança da embaixada brasileira deve ser assegurada por esses organismos e que o papel do Brasil na crise está em manter a integridade física de Manuel Zelaya.

O ministro enfatizou que Zelaya já havia se comprometido com o Plano Arias (do presidente da Costa Rica, Oscar Arias), de renunciar ao referendo que pretendia mudar a Constituição de Honduras. “Foram os golpistas que não aceitaram”, afirmou.

Amorim também se comprometeu em reduzir significativamente o número de hondurenhos que se abrigam na embaixada brasileira. Este número que já foi de 300 hoje é de cerca de 60 pessoas.

Repúdio

Ainda nesta terça-feira, o Senado Federal aprovou uma moção de repúdio ao cerco militar hondurenho à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, ao fechamento de emissoras de rádio e TV e exortando o presidente deposto Manuel Zelaya a conter seus pronunciamentos.

“O Senado Federal manifesta o seu firme entendimento de que o presidente Manuel Zelaya deve se abster de utilizar a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa como palanque político, pois isso viola regras do direito internacional público e não contribui para a tão desejada pacificação de Honduras”, diz o documento.

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