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Honduras: da crise ao recuo

Honduras: da crise ao recuo

Marcelo Rech

De Estoril, Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o Brasil não reconhecerá de forma alguma o resultado das eleições de domingo em Honduras.

Para Lula, o presidente eleito, Porfirio Lobo, é um golpista tanto quanto Roberto Micheletti.

Na avaliação do presidente, trata-se de um precedente perigoso. O reconhecimento avalizaria o golpe que destituiu Manuel Zelaya.

No entanto, esse mesmo governo já estuda como retomar as relações com o país centro-americano.

Quer uma espécie de compensação para Zelaya e pôr um fim ao impasse que envolve a embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Apesar da contundência das palavras de Lula, o Brasil vai sim reconhecer o governo de Honduras.

Cedo ou tarde a decisão será anunciada.

O Brasil já deixou clara sua posição divergente da adotada pelos Estados Unidos. Marcou território.

Como não se alcançou o consenso regional em torno da crise, terá de recuar.

Assim como fez no caso do acordo militar firmado entre Colômbia e Estados Unidos.

Em nome de algo maior, acabará aceitando o processo eleitoral que já estava marcado antes do golpe e que transcorreu sem maiores problemas.

A comunidade internacional cede ao enxergar em Lobo a possibilidade concreta de se lograr uma resolução para a crise.

O mesmo farão a ONU e a OEA em nome da reconciliação nacional em Honduras e da estabilidade política na América Central.

Marcelo Rech, 38, é jornalista e editor do InfoRel

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