Brasília, 18 de novembro de 2018 - 21h53

Honduras mais distante da normalidade

11 de maio de 2010
por: InfoRel
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O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, está em Quito, no Equador, onde discute com Rafael Correa, uma forma de retomar seus direitos políticos e poder retornar para Tegucigalpa sem o risco de ser preso.



Zelaya tem uma proposta de reconciliação nacional que inclui anistia às vítimas do golpe de junho de 2009 e processos judiciais para todos os que apoiaram sua derrubada.



A proposta será apresentada ainda nesta semana aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Fernandez.



Ele pretendia comparecer à Cúpula América Latina e Caribe – União Européia que será realizada em Madri, entre 17 e 19 de maio, mas foi desestimulado a fazê-lo.



Para o presidente da Venezuela, a ausência de Porfírio Lobo na reunião já representa uma vitória para a Unasul.



Dez dos doze presidentes do bloco consideraram a eleição de Lobo resultado do golpe de Estado.



Manuel Zelaya quer que a Unasul respalde sua proposta e trabalhe para que ele possa deixar o exílio na República Dominicana.



Análise da Notícia



Marcelo Rech



Honduras está entre os países mais pobres do planeta.



Não tem importância geopolítica alguma para todos aqueles que condenam o golpe de Estado do ano passado.



Sobrevive no noticiário porque muitos dos atuais líderes políticos latino-americanos temem o mesmo fim de Zelaya.



A nova ofensiva do ex-presidente para retornar a Honduras esconde seus planos de retomar o poder.



Abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa, Zelaya não deixou de articular e coordenar a resistência.



Sua volta pode reascender uma crise que de fato está longe de terminar.



Para variar, os organismos internacionais tiveram pouco ou nenhum papel na resolução do impasse hondurenho.





 



 





A Organização dos Estados Americanos (OEA) mostrou-se completamente incompetente para restabelecer o diálogo e a normalidade no país.



As Nações Unidos não foram além do protocolo e da formalidade.



Os Estados Unidos mantiveram seu tradicional jogo-duplo: condenaram o golpe, mas queriam Zelaya fora.



Sua aproximação com Hugo Chávez selou seu destino.



Enquanto isso, o presidente Porfírio Lobo tenta abrir uma brecha para que seu país volte à normalidade institucional, política e principalmente econômica.



Honduras está sem receber recursos externos desde meados do ano passado.



Linhas de financiamento foram congeladas e o dinheiro proveniente da cooperação internacional, deixou de ser depositado nas contas do Tesouro.



Ele teme pela asfixia.



A OEA pretende ver o país novamente entre seus integrantes a partir de junho quando realiza em Lima sua 40ª Assembleia Geral.



Não será uma tarefa fácil, principalmente por conta das denúncias de violações aos direitos humanos e dos assassinatos a jornalistas no país.



 

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