Brasília, 11 de agosto de 2020 - 01h24
IMBEL completa 45 anos de olho no mercado internacional

IMBEL completa 45 anos de olho no mercado internacional

27 de julho de 2020 - 11:57:46
por: Marcelo Rech
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Brasília – No dia 14 de julho, a Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), completou 45 anos de fundação mirando o mercado internacional. A empresa com sede em Brasília, mantém Unidades de Produção nas cidades de Itajubá (MG), Juiz de Fora (MG), Piquete (SP), Magé (RJ) e Rio de Janeiro, onde fica a Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica.

Depois de passar por um processo de recuperação econômica – a empresa não tem dívidas -, a IMBEL antecipou o processo de migração da situação de dependência do orçamento federal para a de não dependência, de acordo com as metas estabelecidas no seu Planejamento Estratégico, com horizonte temporal de 2026.

Além disso, a qualidade dos seus produtos atrai cada vez mais o interesse externo. Mesmo com a pandemia, a IMBEL manteve as suas unidades funcionando com as restrições necessárias para preservar a saúde de seus integrantes e cumprir as normas sanitárias de cada município. Munições pesadas de artilharia, de morteiros e de carros de combate, em Juiz de Fora; e mais sistemas e equipamentos de comunicações e eletrônica, no Rio de Janeiro; fuzis, carabinas e pistolas, em Itajubá; explosivos, propelentes, pólvoras e seus acessórios de uso militar e civil, em Piquete e Magé, e abrigos temporários de campanha de alto desempenho, para fins de uso militar, humanitário e defesa civil. No dia 27 de março do ano passado, o General de Divisão Aderico Visconte Pardi Mattioli, assumiu a presidência com o desafio de expandir o portfólio da empresa e atingir o mercado internacional, mas sem esquecer que o propósito da IMBEL é o Exército Brasileiro.

A IMBEL conta hoje com cerca de 2.200 funcionários e os postos de trabalho são garantidos pelo governo que paga os salários em dia. Isso permite, por exemplo, que todas as linhas de produção se mantenham ativadas apesar da crise provocada pela pandemia. Por outro lado, há sempre os problemas derivados do contingenciamento de recursos. A IMBEL não tem, por exemplo, uma conta bancária e todos os recursos arrecadados vão para o Tesouro.

O Orçamento de 2020 é de pouco mais de R$ 90 milhões e para 2021, a previsão é que reduza para cerca de R$ 60 milhões. Esses valores são os que permitem à empresa produzir.

“A IMBEL partir para a não dependência é um risco altíssimo, mas que vale a pena. A empresa tem condições de ser sustentável e competitiva”, assegura Mattioli. Em relação ao atendimento das demandas externas, Mattioli destaca o interesse especial em produtos como as bombas MK, munição 155, morteiro 120, entre outros.

“O nosso problema é o tempo de reação. Não podemos comprometer a marca IMBEL, mas temos perdido muitas oportunidades por conta da limitação orçamentária”, explicou. Ele destaca ainda o enorme potencial existente para operações casadas entre empresas da Base Industrial de Defesa (BID) e a IMBEL, para atender o mercado regional. Além disso, a empresa é parte do sistema de Ciência e Tecnologia do Exército, o que reforça ainda mais a credibilidade e confiança dos potenciais compradores.