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Honduras

Impasse gera críticas ao Brasil

O governo brasileiro recebeu o apoio político que necessitava quando o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, se refugiou na embaixada brasileira em Tegucigalpa no dia 21 de setembro.

Passados 15 dias e sem sinal de solução para a crise, a decisão começa a gerar críticas mais contundentes. No meio político, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, é acusado de permitir que Zelaya transforme a representação diplomática num palanque político-eleitoral.

Nesta quarta-feira, uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), desembarca na capital hondurenha, mas o diálogo entre Manuel Zelaya e Roberto Micheletti continua travado.

Para o governo brasileiro, ONU e OEA têm que atuar com maior contundência pressionando Micheletti para que devolva o poder ao presidente legítimo do país.

Nesta terça-feira, o Secretário-Geral do ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, recebeu os deputados que estiveram em Honduras na semana passada e reforçou o apoio do Brasil a Zelaya.

Pinheiro Guimarães reiterou que a crise está próxima do fim e que não há chances de o Brasil reconhecer o governo de Micheletti.

No entanto, foi pressionado para que o governo defina o status jurídico de Manuel Zelaya, o que já foi pedido pelo governo que o depôs. Para alguns parlamentares, sem isso o Brasil perderá apoio político.

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, deverá se reunir nesta quarta-feira para discutir a situação e avaliar o trabalho realizado pelos deputados em Honduras.

Depois de conversarem com os dois lados, se reuniram com brasileiros que vivem no país e que foram hostilizados após do refúgio de Manuel Zelaya  na representação do Brasil.

Pelo menos 600 brasileiros vivem em Honduras.

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