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Cuba

28 de abril de 2009
por: InfoRel
O embaixador de Cuba no Brasil, Pedro Nuñez Mosquera, afirmou na noite desta terça-feira em debate no Sindicato dos Bancários de Brasà­lia, que o dilema de Cuba atualmente, é o mesmo dos últimos 50 anos: independência ou anexação aos Estados Unidos

Segundo ele, com a desintegração da União Soviética, Cuba perdeu da noite para o dia, 85% do seu comércio exterior.
“Cuba é uma realidade no nosso continente. É uma realidade no mundo. Tem um povo que prefere desaparecer a voltar a ser uma colônia dos Estados Unidos”, afirmou.

De acordo com ele, o Partido Comunista Cubano não é um partido eleitoral, não controla e nem dirige ninguém.

“O voto é direto e secreto para os representantes da Assembléia Nacional que escolhe os membros do Conselho de Estado. O presidente cubano precisa ser eleito primeiro deputado, para poder ser eleito posteriormente”.

Ele garantiu que Rául Castro vai manter essa polà­tica. “Nos próximos anos, Cuba terá mais revolução, mais resistência”, afirmou.

Pedro Nuñez Mosquera explicou que o governo cubano não tem uma estratégia especà­fica para manter a revolução. De acordo com o embaixador, cultura e educação são os melhores instrumentos para fortalecer os princà­pios revolucionários.

“Às oligarquias nas Américas não interessa acabar com o analfabetismo. Quando você alfabetiza um povo, dá uma ferramenta para garantir sua liberdade de expressão”, ressaltou.

O diplomata reconheceu ainda a preocupação com a reativação da IV Frota da Marinha dos Estados Unidos, coincidentemente quando várias riquezas minerais são descobertas na região.

Além disso, destacou que a Venezuela é o Estado mais democrático e que o socialismo bolivariano de Hugo Chávez é real e não guarda relação com qualquer outro.

Presos cubanos

Entre os dias 10 e 13 de junho, será realizada na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis, o 17° encontro de solidariedade com Cuba.

Um dos temas principais do evento será a campanha mundial pela libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos.

O embaixador cubano explicou que os cinco estavam nos Estados Unidos justamente para evitar atentados terroristas contra Cuba.

“São presos polà­ticos do Império, presos por lutarem contra o terrorismo”.

Ele agradeceu ao Congresso brasileiro e à  Ordem dos Advogados do Brasil pela solidariedade com os cinco cubanos.

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