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Indústria comemora resultados da Cúpula dos BRICS

Brasília – A indústria brasileira comemorou os resultados obtidos na última Cúpula dos BRICS realizada na última semana de julho em Johanesburgo, na África do Sul. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o evento foi concluído com a assinatura de acordos para estabelecer um escritório do banco dos BRICS no Brasil e fomentar a aviação regional. Para a indústria, entendimentos contribuem para negócios e investimentos. A CNI avalia ainda que os acordos resultam de uma postura pragmática do governo e do setor privado, que atuaram em conjunto.

Na avaliação da CNI, os acordos irão fomentar negócios e ampliar investimentos entre os países. “O Brasil adotou uma estratégia pragmática. Esses acordos têm potencial para ampliar o investimento em infraestrutura no país e criar oportunidades de exportação no setor aeronáutico”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

A criação do NDB foi formalizada em 2014, durante a sexta reunião de cúpula do grupo, em Fortaleza. O banco dos BRICS foi inaugurado em julho de 2015, com sede em Xangai, e tem por objetivo financiar projetos de infraestrutura dos países do bloco, mas de outras economias em desenvolvimento também. A expectativa é que o escritório regional das Américas seja inaugurado em São Paulo ainda em 2018. Outro escritório em Brasília deverá atuar nas relações com o Executivo brasileiro e o Congresso Nacional.

Na prática, essa aproximação contribuirá para que as empresas busquem financiamento para projetos de infraestrutura voltados ao desenvolvimento sustentável.

Quanto ao memorando de entendimento para fomentar a aviação regional, documento que vinha sendo trabalhado há dois anos, os países poderão desenvolver projetos para ampliar as oportunidades de negócios. Como quatro dos cinco países do grupo são continentais, o seu mercado para voos domésticos oferece potencial para as exportações brasileiras de aeronaves, por exemplo.

Mesmo com os avanços, a indústria brasileira defende a elaboração de uma agenda mais consistente na área comercial e de investimentos. O Brasil não assinou nenhum acordo de investimentos com os países dos BRICS.

Em 2019, o Brasil sediará, pela terceira vez, a reunião de cúpula do bloco e a expectativa é que o encontro permita mais pragmatismo. “O novo governo brasileiro terá uma oportunidade única de avançar a agenda de acordos com os demais países do bloco. As prioridades são os acordos de investimento e a expansão do acordo comercial do MERCOSUL com a união aduaneira liderada pela África do Sul”, disse Abijaodi.

Outra pauta defendida pela indústria brasileira é a de facilitação de viagens de negócios entre os países dos BRICS, com a harmonização das legislações. Atualmente, cada país define a sua política de visto com os demais.

O Brasil, por exemplo, tem isenção de visto de negócios para a África do Sul e a Rússia, para visitas de até 90 dias. No caso da China, há a exigência de visto, que dura cinco anos e permite múltiplas entradas. No caso da Índia, o visto é eletrônico e permite a estadia por 60 dias, mas apenas duas entradas.

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