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Indústria de Defesa quer exportar para o Egito

Indústria de Defesa quer exportar para o Egito

22 de julho de 2020 - 12:37:52
por: Marcelo Rech
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Brasília – No dia 16, a indústria brasileira de defesa e segurança iniciou as articulações para exportar mais produtos do setor ao Egito. Com esse objetivo, foi realizado encontro virtual organizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde) em parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, com representantes do segmento e de órgãos oficiais do Egito e do Brasil.

O evento serviu também como preparação para a participação na Egypt Defense Expo (EDEX), feira ocorrerá entre 7 e 10 de dezembro no Cairo, e na qual o Brasil terá estande. Segundo o presidente da Abimde, Roberto Gallo, 12 empresas já aderiram à participação. O espaço será promovido pela associação com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil).

Para o diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa, general Luis Antônio Duizit Brito, o Brasil quer parcerias de longo prazo na área de defesa com o Egito. “Não queremos vender, porque o que se vende, se consome no outro dia, o que queremos é fazer parceria”, enfatizou. Para tanto, a participação do país na EDEX é fundamental.

Segundo dados apresentados pelo coordenador de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe, Marcus Pillon, os países árabes importaram no ano passado em produtos de defesa e segurança US$ 32,8 bilhões, dos quais US$ 195,2 milhões do Brasil. O Egito importou, do Brasil, US$ 3,5 milhões, consolidando-se como o sexto destino dessa indústria no mercado árabe.

O chefe da Divisão de Produtos de Defesa do Ministério das Relações Exteriores, Thiago Carneiro, lembrou que a parceria entre Brasil e Egito dura 40 anos e envolve, por exemplo, a produção de aeronaves militares. Já o Adido militar do Egito no Brasil, Alaa Mohamed Abd El Aziz, explicou que o desenvolvimento e a modernização dos equipamentos são pontos importantes para que existam Forças Armadas fortes e destacou a importância das Forças Armadas para a soberania e a defesa do povo e em relação às ameaças externas que seu país enfrenta atualmente.

Rubem Mendes de Oliveira, ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil no Egito, destacou o papel das Forças Armadas no Egito, que na pandemia foram encarregadas de cuidar da logística e da distribuição de produtos e serviços essenciais para a população. Ele orientou que numa prospecção do setor no mercado egípcio sejam apresentados também produtos de outras áreas.

O Adido de Defesa do Brasil no Egito, coronel Ricardo de Souza, explicou que a sua missão engloba divulgar e promover o Brasil na área, informar o Ministério da Defesa sobre demandas locais no setor, auxiliar os brasileiros na participação de eventos e feiras do segmento, entre outras atividades. O general Elias Rodrigues Martins Filho, coordenador de Relações Governamentais na APEX-Brasil, reconheceu que o setor de defesa sempre foi estratégico para o Brasil e detalhou sobre o projeto que a agência desenvolve em conjunto com a Abimde, de promoção internacional do segmento. Segundo ele, estão envolvidas na iniciativa mais de 90 empresas brasileiras.

Participaram do encontro também representantes do Conselho de Defesa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), e da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo).