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29/09/2016
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29/09/2016

Negócios

Indústria Nacional de Defesa e Forças de Segurança Pública buscam aproximação

Brasília – A Indústria Nacional de Defesa e as Forças de Segurança Pública deram início nesta quarta-feira, 28, ao processo de aproximação tendo a Base Industrial de Defesa (BID) como principal eixo. A ideia é ampliar as possibilidades de negócios internos para as empresas nacionais.

Com esse objetivo, o ministério da Defesa promoveu uma palestra com representantes do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e dos Bombeiros Militares (CNCG) e da Diretoria de Administração e Logística Policial da Polícia Federal, no segundo dia da 4ª Mostra BID-Brasil, que acontece em Brasília até a sexta-feira, 30.

Na oportunidade, representantes da segurança pública apresentaram a um grupo de empresários as principais demandas por equipamentos e produtos para os próximos anos. Tecnologia e integração de sistemas despontaram entre as principais necessidades e, também, como o grande desafio a ser suprido, não só pelas indústrias de Defesa, como pelos diversos parques tecnológicos existentes no país, e que também estão presentes no evento.

Para o diretor de tecnologia da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Fernando Arantes, atualmente, o trabalho da segurança pública depende cada vez mais do uso da tecnologia de ponta, que dá mais agilidade na solução de diversos crimes. A PM de São Paulo, por exemplo, faz uso de câmeras instaladas em diversos pontos do estado que fotografam e fazem o envio de informações das placas de carros. Esse mecanismo resultou num aumento significativo na solução de casos de roubos de veículos.

No entanto, os representantes das forças de segurança revelaram que ainda é grande a dificuldade para a transmissão dessas informações de forma segura. “Somos carentes de projetos de infraestrutura de transmissão de dados. Precisamos fomentar a discussão em torno disso, para que tenhamos, no futuro, estruturas cada vez mais integradas”, afirmou Arantes.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Carlos Frederico Aguiar, agradeceu a oportunidade de poder ouvir as demandas do setor. “A indústria nacional é bem diversificada, nós temos excelência em diversos nichos e podemos oferecer o que há de mais moderno em tecnologias, tanto em produtos, quanto em serviços de software e em todas as cadeias produtivas, desde que a gente consiga saber com antecedência o que vai ser adquirido”, explicou.

Segundo ele, “o anseio do empresário é participar da criação do projeto base da Força Armada ou da força auxiliar, seja Polícia Federal, Militar ou Civil, porque isso será significativo para que a gente tenha, na hora em que for ser feita a aquisição, o produto para oferecer”, explicou Aguiar.

Já o diretor do Departamento de Catalogação do ministério da Defesa, almirante Antônio Carlos Guerreiro, acredita que essa foi uma oportunidade única de unir os setores de Defesa e Segurança, o que deverá render frutos para ambos os lados. “Sem dúvida, aqui, as forças de segurança vão encontrar boas soluções para suas demandas. Elas trouxeram para a nossa indústria uma visão muito ampla de suas necessidades para os próximos anos. Foi uma oportunidade de colocarmos os dois setores em contato efetivo e direto, numa relação que não terminará por aqui”, assegurou.

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