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Ingresso da Venezuela ao Mercosul é prioridade

Ingresso da Venezuela ao Mercosul é prioridade

O novo líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Henrique Fontana (PT-RS), informou na segunda-feira que o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul não integrava mais as prioridades do governo para as votações da Câmara em 2007, o que não é verdade.

O texto já aprovado em duas comissões está pronto para ser votado em Plenário de onde pode seguir para o Senado, e consta na Ordem do Dia da Câmara, podendo ser votado a qualquer momento.

Ocorre que o governo, preocupado em garantir a votação da CPMF no Senado, preferiu orientar suas bancadas na Câmara para permanecerem em obstrução, pois a mesma pauta onde consta o texto da Venezuela, está recheado de medidas provisórias que aprovadas, teriam preferência no Senado.

Na prática, a declaração de Fontana está longe de ser precisa, mas resultou numa série de avaliações equivocadas, como do líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP). Informado sobre a declaração de Henrique Fontana, explicou que “o governo não tem certeza de que pode aprovar o texto e preferiu recuar”.

De acordo com fontes ligadas ao PT, o governo mantém a idéia inicial de concluir a votação do texto na Câmara até o final de novembro e tentar aprová-lo antes do recesso de dezembro, no Senado.

O governo não descarta apresentar um requerimento pedindo a inversão da pauta e colocando o texto entre as prioridades após a votação das quatro MPs que trancam a pauta.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), acredita que o texto será aprovado pelo Plenário até a próxima semana e antes do recesso marcado para 22 de dezembro, no Senado.

Aldo Rebelo (PCdoB-SP), também não tem dúvidas que o texto será aprovado, “pois a presença da Venezuela no Mercosul interessa ao Brasil, é estratégica para o país e para o bloco”, afirmou.

A declaração de Henrique Fontana provocou irritação em vários deputados que trabalharam pela aprovação do texto nas comissões de Relações Exteriores e de Constituição e Justiça. Alguns afirmaram que “foi uma estréia (como líder) decepcionante”.

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