Brasília, 21 de novembro de 2018 - 13h06

Integração

04 de julho de 2012
por: InfoRel
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Brasília - A admissão da Venezuela como membro pleno do Mercosul acertada juntamente com a suspensão do Paraguai do bloco, gerou uma crise política entre Argentina, Brasil e Uruguai. Há dúvidas sobre a legalidade da medida. Em Caracas, a decisão foi recebida como uma vitória da política externa de Hugo Chávez.



A Venezuela aguarda desde 2006 a conclusão do processo de ratificação do Tratado de Adesão. Argentina, Brasil e Uruguai já concluíram a análise. O Paraguai era o único que ainda não havia ratificado o acordo.



No dia 22, enquanto o Congresso paraguaio votava o impeachment de Fernando Lugo, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, tentava negociar uma sublevação dos militares em reunião com a cúpula das Forças Armadas.



A decisão de aprovar o ingresso venezuelano ao Mercosul foi anunciada na sexta-feira após reunião reservada dos presidentes da Argentina, Brasil e Uruguai.



Em Assunção, o novo chanceler paraguaio, José Felix, afirmou que a medida não tem respaldo legal e se confirmada, poderá ser objeto de denúncias em tribunais internacionais.



Apesar de ter sido anunciada como uma decisão consensual, o ingresso da Venezuela abre, de acordo com o vice-presidente do Uruguai, Danilo Astori, uma "ferida grave" no Mercosul.



Também o chanceler uruguaio Luís Almagro, afirmou que a decisão não é definitiva.



Segundo ele, "se todos estivessem realmente convencidos disso, não teríamos marcado o 31 de julho para a entrada da Venezuela. O país já teria sido admitido como membro pleno na sexta-feira mesmo, em Mendoza".



No entanto, o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, assegurou que foi o presidente Uruguai José Pepe Mújica, quem propôs a data de 31 de julho para a formalização do acordo de ingresso da Venezuela.



Diante dos desmentidos, Luís Almagro terá de explicar a posição do Uruguai no Congresso do país.

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