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12/05/2009
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Integração energética da América Latina e o Caribe

Integração energética da América Latina e o Caribe

O Conselho Mundial de Energia (CME) divulga nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, estudo sobre os recursos energéticos na América Latina e no Caribe, necessários para promover a integração energética da região, a partir de projetos multilaterais.

De acordo com o vice-presidente do CME para a América Latina e o Caribe, Norberto de Franco Medeiros, o estudo consolidou os 40 principais relatórios sobre o setor existentes no continente.

Destes, 13 foram selecionados e atualizados pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ) e pela Universidade de Buenos Aires (UBA).

Na avaliação de Norberto Franco Medeiros, a integração energética da região é o primeiro passo para a integração econômica, social e cultural dos países.

Ele citou o exemplo do gás, cuja oferta é elevada na Bolívia, no Peru, na Argentina e, agora, no Brasil e na Venezuela. “Então, provavelmente, vão surgir no futuro possibilidades de você utilizar esse gás de uma forma conjunta”, explicou.

Para Medeiros, se não for promovida essa integração energética, “dificilmente você faz a integração procurada, que é a integração política e econômica”.

O estudo revelou que há energia em abundância na região. “Mas os países precisam entender que a integração é importante e que comprar energia do vizinho não implica em vulnerabilidade”, ressaltou.

A realização de projetos multilaterais torna o seu custo mais barato para os países e que eles podem resolver esses problemas, visando à energia limpa e sustentável.

Os países do Caribe já têm um projeto em andamento, que prevê um marco regulatório mínimo, para propiciar a interligação dos países, por meio de uma linha de transmissão.

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