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Inteligência Competitiva: conhecimento exclusivo d

Inteligência Competitiva: conhecimento exclusivo de poucos ou modismo do marketing internacional

Gilberto Barros Lima

Nas últimas décadas a globalização dita categoricamente o comportamento geral dos segmentos industriais, econômicos, políticos, culturais e sobretudo manipula a condição social da humanidade.

Ao referir-se ao domínio globalizado constatamos os avanços tecnológicos, as vantagens competitivas, a derrubada irreversível de muros ideológicos, a ampliação das negociações internacionais, por seu lado são tantas outras considerações vantajosas que dominariam o assunto.

Embora as características da globalização apontem alguns progressos, nem tudo determina uma unanimidade positiva. As desigualdades sociais dentre outros questionamentos não foram diminuídas conforme aparentam relatórios, a imprensa e os órgãos internacionais.

A despeito disso, vivenciamos os “modismos globais”, são eles os elementos diretos que aceleram esse quadro evolutivo de mudanças, a propósito são utilizados como ferramentas essenciais para modernização dos segmentos industriais e aperfeiçoamento cultural de uma minoria.

Apresenta-se pomposamente no marketing internacional, a Inteligência Competitiva (IC), mais uma nova ordem ditada pelos lideres intelectuais.

O termo aparenta ser uma grande novidade, mas suas práticas são antigas em muitos países, na verdade, o referido modismo vem reforçar a estratégia capitalista com seu insaciável apetite pela reforma mercantil.

Deste modo, a IC vigora ao capitalismo a conquista de novos mercados, reforça a internacionalização, permite a fusão empresarial e ambiciona a obtenção espacial de matéria prima e outras artimanhas econômicas.

Disso tudo se cobra uma ordenação radical na operação e utilização das informações, o erro é o pecado mortal para quem usufrui a IC no cotidiano, esse quesito está distante da massa, haja vista que a educação oferecida à sociedade não atende as necessidades da IC.

Alguns autores definem a IC de muitas maneiras positivas, nem se quer mencionam os fatores desfavoráveis, a visão etnocêntrica de uma parcela de intelectuais não enxerga a desigualdade que interfere o equilíbrio social.

Os adeptos da IC se ocupam de uma mentalidade própria adquirida pelo conhecimento, pelo distanciamento acadêmico que separa o convívio com a realidade cotidiana e periférica.

Desde quando uma nação conseguirá competir num mercado globalizado quando não atender as necessidades básicas de sua população?

Não há condição estratégica para disputar com países enriquecidos pela IC, diante de tal fato esse termo IC será apenas um modismo global para poucos.

Ainda nesta linha de considerações a IC é uma condição da elite privilegiada, entretanto, será talvez no futuro uma possibilidade benéfica quando introduzida em longo prazo nos meios industriais, políticos e sociais.

A partir daí pode-se alcançar a sustentabilidade, a realização de grandes feitos, a riqueza intelectual de muitos, a certeza que o país alcançará inúmeras riquezas.

Por enquanto a IC é uma exclusividade de poucos e reforçada por um modismo apoiado pelo marketing internacional.

Gilberto Barros Lima é acadêmico em Relações Internacionais do Instituto Blumenauense de Ensino Superior (IBES), de Blumenau (SC).

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