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Inteligência Estratégica na Atualidade

11 de janeiro de 2010
por: InfoRel

Nanahira de Rabelo e Sant“Anna





A Inteligência Estratégica é definida como uma atividade que envolve a geração sistêmica de informações úteis no assessoramento dos processos de planejamento estratégico e tomada de decisão.



 



Fundada nos princípios da oportunidade e da pró-atividade, a IE favorece a atuação segura de países e organizações em contextos adversos, por meio da antecipação de ameaças, da diversificação de alternativas, e do delineamento de cenários futuros.



 



O desenvolvimento dos conceitos de Inteligência para a obtenção de vantagens competitivas é antigo, tratando-o para fins militares.



 



Após a Segunda Guerra Mundial, o setor privado passou a utilizar-se do conhecimento estratégico no direcionamento de seus negócios.



 



Na atualidade, a IE é considerada importante meio para a obtenção de conhecimento sensível por parte de Estados e empresas, que se equipam com os conhecimentos e as competências necessárias para superar as ameaças e explorar as oportunidades dos cenários internos e externos.



 



Nas últimas décadas do Século XX, a intensificação do fenômeno da globalização trouxe muitos desafios à atividade de Inteligência Estratégica de atores governamentais ou não em todo o mundo.



 



Os países tornaram-se cada vez mais interdependentes e suas fronteiras mais “porosas”. Com a Revolução Científico-Tecnológica, houve significativa mudança nas noções de tempo e espaço.



 



Ao mesmo tempo, acirrou-se a competitividade, diversificaram-se as ameaças globais e surgiram novos temas na área de segurança internacional.



 



O atentado de 11 de setembro de 2001 tornou mais evidente o perigo terrorista, uma entre as diversas ameaças identificadas, das quais são exemplos o crime organizado e o tráfico ilegal de armas, drogas e pessoas.



 



É importante que a IE seja coerente com o seu tempo; sendo assim, na atualidade, deve adequar-se às pertinências da “Era do Conhecimento”, em que a informação é considerada o recurso mais valioso.





Sua gestão, que envolve coleta, análise e utilização estratégica dos conhecimentos úteis à segurança do Estado e à condução dos negócios, deve ser direcionada aos fins de prevenir surpresas e conseguir vantagens diante de um cenário complexo, volátil e incerto.





Diante da complexidade dos contextos nacional e internacional, exigem-se as capacidades de previsão de tendências, respostas rápidas e flexibilidade diante das mudanças.





Para que a Inteligência Estratégica consista em poderosa aliada na condução dos negócios e da soberania estatal, é preciso redefinir conceitos e métodos empregados, delimitar prioridades entre os assuntos de interesse, expandir as áreas de atuação na medida mais adequada a um contexto de pluralidade, capacitar a atividade em recursos materiais e humanos, entre outras urgências.





A capacidade de adaptação – lei da vida, dos negócios e da guerra – é a habilidade destacada para o enfrentamento dos desafios do novo século.









Nanahira de Rabelo e Sant“Anna é Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e pós-graduanda em Inteligência Estratégica pela Universidade Gama Filho. Correio Eletrônico: nana_hira@yahoo.com.br



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