Opinião

Relações Internacionais
12/08/2005
Crise Política
16/08/2005

Estratégia

Inteligência nas Relações Exteriores do Brasil

Fábio Pereira Ribeiro

A atividade de inteligência, informações, é de fundamental importância para um Estado, pois alimenta o processo de planejamento estratégico de uma Nação na construção de um futuro sustentável.

Os diversos países do mundo sustentam atividades de inteligência, com o objetivo principal de buscar vantagens e posições estratégicas em diversos ambientes e setores de desenvolvimento, sejam eles, comércio internacional, tecnologia, bio-tecnologia, saúde, segurança, militar e principalmente manter o Chefe de Estado atualizado de forma estratégica.

Os investimentos na atividade de inteligência nos diversos países passam da casa dos US$ 100 milhões, um grande exemplo, o orçamento global da atividade para os EUA é de R$ 40 bilhões.

A constituição de um serviço de inteligência apropriado e preparado de forma estratégica, só traz benefícios para um país. São informações produzidas com o objetivo de proporcionar aos dirigentes de Estado soluções práticas e cenários que evidenciam um caminho estratégico para o país.

Neste caso, a atividade para o Brasil é de suma importância, pois auxiliaria o país na construção de cenários estratégicos do tipo: clientes potenciais para os produtos brasileiros, mapeamento de tecnologias nacionais e internacionais, mapeamento e segurança de biotecnologia nacional, proteção do conhecimento sensível do país, mapeamento dos “cérebros”, informações de segurança e defesa, desenvolvimento dos processos de tecnologia militar, desenvolvimento dos processos de tecnologia sensível, cooperação e integração com serviços de inteligência de outros países para constituição de uma rede ampla de informações para segurança e comércio internacional, ampliação do processo diplomático, solidificação da política de defesa nacional, entre outras.

A atividade não pode ser reconhecida e confundida como instrumento de apoio à perseguição e tortura. É um instrumento de manutenção do Estado de Direito e também de potencialização dos aspectos estratégicos do Brasil.

Conforme a máxima “informação é poder”, a atividade só tem a oferecer benefícios para o país, principalmente nos quesitos de competitividade e segurança.

Para o meio empresarial, a questão pode ser ampliada para os aspectos de produção de conhecimento sensível ao processo estratégico e também, o de proteger os segredos e o conhecimento estratégico das empresas.

A atividade deve ampliar a base de favores ao país e eliminar o estigma negativo do passado: perseguição, espionagem e ditadura. O país passa por um processo de evolução competitiva e necessita de amparo de um sistema avançado de informações, onde sociedade e governo estarão preparados para a construção de um cenário positivo, que alia base de governo com o desenvolvimento sustentável do meio empresarial conquistando assim, posições estratégicas nas relações internacionais.

Fábio Pereira Ribeiro, coordenador do Curso de Administração e professor de Relações Internacionais da UNIMONTE, é especialista em Política Internacional e Inteligência Estratégica e colunista do Portal Mundo RI [www.mundori.com]. E-mail: fabiomkt@uol.com.br

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