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Inteligência tem diretor aprovado pelo Senado

Inteligência tem diretor aprovado pelo Senado

Nesta quarta-feira, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado, aprovou por 14 votos contra um, o nome de Wilson Roberto Trezza, para o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Trezza ocupava o cargo interinamente desde setembro de 2008.

Na semana passada, ele foi impedido de falar porque o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) pediu vistas da mensagem. O relator da indicação foi Tasso Jereissati (PSDB-CE), que não foi nem pela aprovação e nem pela rejeição.

Há 13 meses respondendo pela Abin, Wilson Roberto Trezza defendeu mudanças na Constituição com a inclusão do tema inteligência como atividade do Estado brasileiro.

Ele anunciou que nas próximas semanas deverá encaminhar à Câmara dos Deputados, o texto do projeto de lei que institui a Política Nacional de Inteligência que terá de ser aprovada também no Senado.

No dia 20, o Gabinete de Segurança Institucional, da Presidência da República, submete o texto ao Conselho Nacional de Defesa. Só então a proposta seguirá para o Congresso.

O diretor-geral da Abin explicou que após a aprovação da Política Nacional de Inteligência, a agência se dedicará à atividades relacionadas à inserção do Brasil no cenário internacional.

 

Na sua opinião, se o Brasil passou a ser mais respeitado e ouvido, o sistema de inteligência terá de estar preparado para os desafios futuros.

 

Nesta direção, chamou a atenção para o orçamento da Abin, considerado pífio se comparado com as responsabilidades assumidas pela Inteligência.

 

Ele citou como exemplo, o modelo norte-americano onde a inteligência recebe cerca de US$ 75 bilhões por ano. Para 2009, a Abin deverá ter R$ 350 milhões incluídos os gastos com pessoal.

 

Análise da Notícia

Marcelo Rech, de Washington

O serviço secreto brasileiro sempre foi vinculado à ditadura militar, como instrumento estatal dedicado à perseguição de supostos oposicionistas.

Com o passar dos anos, esse estigma foi sendo diminuído até que a criação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em dezembro de 1999, colocou a atividade noutro patamar.

Uma agência civil voltada para prover o Estado de informações estratégicas e antecipar cenários, além de proteger o conhecimento.

Na gestão de Márcio Buzanelli, profissional da área capacitado e altamente reconhecido pela comunidade de inteligência, a Abin saiu das sombras.

Aproximou-se da sociedade e dos atores que a integram, incluído o setor produtivo e o mundo empresarial.

Aos poucos, Buzanelli conferiu ao serviço de inteligência, respeitabilidade interna, mas no seu propósito de fortalecer a Abin, encontrou inimigos no próprio Estado, gente que não quer uma agência moderna em todos os sentidos.

A queda de Márcio Buzanelli em 2007 e a indicação de Paulo Lacerda, delegado da Polícia Federal para o seu lugar, serviu apenas para aqueles que desejam um serviço de inteligência frágil e desarticulado.

Lacerda não deu continuidade ao trabalho realizado e não implementou mudanças positivas na agência.

Caiu por outras razões, mas importa que o serviço de inteligência do Brasil precisa funcionar e com respaldo constitucional.

Não se pode prescindir da inteligência quando se tem ambições e quando se é uma potência hídrica, mineral, comercial e industrial como o Brasil.

Esse longo período longo de congelamento da Abin foi ótimo para os que a querem fora do caminho ou aparelhada, não aos verdadeiros brasileiros.

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