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Irã celebra 33 anos da Revolução Islâmica sem cede

Irã celebra 33 anos da Revolução Islâmica sem ceder a pressões do Ocidente

Neste sábado, 11, a República Islâmica do Irã celebrou os 33 da revolução que pôs fim à monarquia e derrubou o último xá da Pérsia, Mohamed Reza Pahlevi, em 1979. No centro da agenda internacional por conta do seu Programa Nuclear, o país comemorou a data sem ceder às pressões do Ocidente.

De acordo com o presidente Mahmoud Ahmadinejad, em breve o mundo conhecerá importantes projetos nucleares do Irã. Ele voltou a reafirmar que o programa é desenvolvido para fins pacíficos.

Já o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, destacou a importância da unidade iraniana em torno da defesa do país contra os seus inimigos. Segundo ele, essa unidade “é uma necessidade primordial para todos os muçulmanos”.

Distantes politicamente, Ahmadinejad e Khamenei fizeram questão de destacar a figura do líder da revolução, Aiatolá Ruholah Khomeini. Ambos enfatizaram que o Despertar Islâmico (Primavera Árabe para os Ocidentais), tem inspiração no processo iniciado por Khomeini no Irã.

No total, o país celebrou dez dias de comemorações pelos 33 anos da Revolução Islâmica. Eventos foram realizados nas grandes cidades e em pequenas aldeias em todo o país.

O chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi, deixou claro que o Irã “não se renderá às ameaças do Ocidente”. Salehi descartou qualquer possibilidade de o país renunciar ao seu programa nuclear e explicou que o Irã está se preparando para qualquer cenário possível.

Na semana passada, autoridades israelenses informaram que o país pode atacar o Irã se não houver a interrupção do programa nuclear. O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta revelou que esse ataque poderia acontecer até abril. Já o presidente norte-americano Barack Obama, descartou uma ação militar contra o Irã.

Diálogo

O embaixador do Brasil em Teerã, Antônio Salgado, teme que a crise resulte em conseqüências graves (veja a entrevista concedida por ele ao InfoRel). Salgado explicou que o Brasil só participa de um novo esforço em torno do programa nuclear iraniano se for chamado por todos os atores envolvidos.

O ministério das Relações Exteriores do Irã informou que há disposição do país em retomar as negociações com o chamado P5+1 que são os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha.

Ali Akbar Salehi sustentou que “o Irã está tratando de responder às ambigüidades do P5+1. Eles devem confiar em nós e nós tomaremos as medidas requeridas dentro do marco de nossas salvaguardas nucleares”.

As comemorações pelos 33 anos da Revolução Islâmica também foram marcadas por críticas às sanções econômicas aplicadas ao Irã pelos Estados Unidos e a União Européia.

O Brasil não reconhece essas sanções, apenas aquelas que são aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que ainda não ocorreu.

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