Oriente Médio
15/08/2012
Gilboa – Jenín: exemplo de cooperação Israel-Pales
15/08/2012

Irã é a prioridade da política externa de Israel

Irã é a prioridade da política externa de Israel

O regime islâmico iraniano tornou-se o tema mais preocupante para a política exterior de Israel e está no topo das prioridades do governo e de seus estrategistas civis e militares.

A afirmação é de Raf Singer, conselheiro do Departamento de Assuntos Estratégicos do ministério de Relações Exteriores de Israel. Ele trabalhou como diplomata israelense na Colômbia e no Brasil.

Segundo Singer, entre 1948 e 1979, Israel e Irã mantiveram excelentes relações e havia até mesmo um voo direto entre Tel Aviv e Teerã.

“Com a Revolução Islâmica, houve uma mudança radical. O regime iraniano aceita que os judeus vivam na região, mas não como uma entidade política, um Estado”, afirmou.

Raf Singer explicou que as relações, que já não eram boas, pioraram muito depois de 2002, quando se descobriu que o Irã mantinha um programa nuclear paralelo ao que tinha como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

Na sua avaliação, o Irã tem direito a desenvolver um programa nuclear civil, mas adverte: “Um Irã nuclear não é uma ameaça apenas para Israel, mas para todo o mundo. Os países árabes têm mais medo do Irã que Israel”.

Além disso, afirmou que os países do Golfo e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), se opõem ao Irã por conta do seu apoio ao Hamas e à Jihad Islâmica.

América Latina

Para Raf Singer, o Irã busca aliados que lhe permitam driblar os obstáculos impostos pelas sanções econômicas aplicadas contra o país. Além disso, as visitas de Ahmadinejad a países latino-americanos – seis em três anos – também pretendem tirar o Irã do isolamento político internacional.

O especialista revelou que o Irã mantém 700 centrífugas em Qom com capacidade de enriquecer urânio a 20%.

De acordo com dados de agências de inteligência, o Irã já teria 150 kg de urânio enriquecidos a 20%. Em Natanz, são nove mil centrífugas que enriquecem 230 kg de urânio a 3,5% todos os meses.

Sobre Israel ser ou não uma potência nuclear, Raf Singer explicou que o país está cercado por 20 inimigos que desejam varrê-lo do mapa, razão pela qual Israel não ratificou o TNP.

“Não somos membros desse acordo e, portanto, não temos que cumprir com essas obrigações”, concluiu.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *