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19/08/2016
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19/08/2016

Geopolítica

Irã inicia em Cuba nova ofensiva na América Latina

Brasília – Neste domingo, 21, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, chegará a Havana, primeira escala de um giro que inclui ainda visitas à Bolívia, Chile, Equador, Nicarágua e Venezuela. Trata-se de uma nova ofensiva iraniana para fortalecer as relações políticas e comerciais com a América Latina.

O chanceler iraniano virá à região acompanhado de uma delegação que inclui 60 autoridades governamentais, políticos e empresários. O primeiro encontro de Javad Zarif será com o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez.

Os dois deverão firmar vários acordos dando continuidade aos entendimentos feitos pelo vice-presidente cubano Ricardo Cabrisas que esteve em Teerã recentemente. Cabrisas que também é ministro de Economia e Planejamento esteve no Irã como enviado especial do presidente Raul Castro e na oportunidade entrevistou-se com o líder Hassan Rouhani.

De acordo com o vice-ministro iraniano para Assuntos de Europa e América, Majid Takht Ravanchí, o Irã busca expandir e afiançar suas relações, além de aproveitar esta oportunidade para fazer o contraponto à estratégia de “irãnofobia” que estaria promovendo o governo de Israel. Segundo Ravanchí, “certos países e regimes tentam prejudicar as relações entre a República Islâmica e os países latino-americanos.

O diplomata observou ainda que os fortes laços do Irã e o seu rápido crescimento nas relações com a América Latina suscitaram receios dos Estados Unidos e de seus aliados ocidentais.

Apesar de o Brasil não fazer parte da agenda do chanceler iraniano, os dois países têm trabalhado para relançar as relações bilaterais e ainda em 2016, está prevista uma visita do ministro das Relações Exteriores, José Serra, a Teerã, acompanhado de uma comitiva empresarial.

O Irã tem especial interesse em fechar negócios com o Brasil principalmente após a conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Para Teerã, a presidente é a grande responsável pelo arrefecimento das relações bilaterais que atingiram seu ápice em 2010.

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