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Irã: o grande problema para o Brasil

Irã: o grande problema para o Brasil

Prof. Dr. Fabio Pereira Ribeiro

O mundo pede uma resposta rápida sobre as ações nucleares do Irã, e o pior disso tudo está na posição estratégica que o Brasil toma sobre as ações.

Para diversos analistas de relações internacionais, e também agências de inteligência, a postura brasileira pode ter fundamentos energéticos, mas ao mesmo tempo tenciona de forma involuntária um suporte perigoso e nada confiável sobre questões de conflitos e uso de equipamentos nucleares para fins terroristas, sem o Brasil perceber que alimentou tudo isso.

O pior de tudo é perder alinhamento com países, por mais realistas que sejam, em função das ligações estratégicas que são feitas com o Irã.

O contexto é muito complicado, mas a posição brasileira sobre o Irā poderá ditar no futuro uma percepção muito complexa da inserção brasileira no Conselho de Segurança, e também colocar o Brasil em xeque sobre suas posições em questões nucleares e de defesa.

A agência fiscalizadora da ONU sobre questões nucleares solicita uma integração dos países signatários para que exerçam pressão sobre as atitudes e posições do Irã sobre a questão, principalmente na abertura total para controle da produção nuclear.

E o Brasil como fica nesta situação? Muda de posição e exerce pressão? Ou mantém “diplomaticamente” uma posição cega?

As grandes potências pedem duras sanções ao Irã, e muito disso poderá  respingar no Brasil.

O Irã, para a grande maioria dos países perdeu o respeito, tentar diálogos com eles é infrutífero, e a posição do presidente Mahmoud Ahmadinejad é bem complexa e beira a sandice ou a piadas sem graças, como a última de que Osama Bin Laden estaria em Washington.

A própria Chefia de Estado americana tratou como uma grande brincadeira de mal gosto.

O Irã tem visitado diversos países membros não permanentes do Conselho de Segurança para tentar alinhamento, mas no momento ninguém quer arriscar sobre a possível boa ou má fé iraniana.

Aí está o problema, o quanto existe de realidade, certeza ou loucura no futuro nuclear do Irã, e o pior, o Brasil está em uma posição muito complexa sobre isso.

O Professor Doutor Fabio Pereira Ribeiro é Diretor de Marketing e Relações Internacionais da Unimonte. Coordenador do MBA em Relações Internacionais da Unimonte. Especialista em Inteligência Estratégica e Conflitos Internacionais.

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