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Irã reforça parcerias política e econômica com a A

Irã reforça parcerias política e econômica com a América Latina

Brasília – O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad encerrou na última sexta-feira, 13, o giro de cinco dias feitos por Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador, levando na bagagem um importante saldo político e econômico. Nos quatro países, ele firmou acordos de comércio, ciência e tecnologia e na área da construção civil.

Além disso, retornou a Teerã com o respaldo político que necessitava na região, principalmente com o aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos por conta do programa nuclear iraniano.

Ahmadinejad manteve reuniões demoradas com os presidentes Hugo Chávez, Daniel Ortega, Raúl Castro e Rafael Correa, com quem conversou por quase seis horas. Ele esteve ainda com Fidel Castro em sua visita a Cuba.

O presidente do Irã criticou as sanções aprovadas contra o seu país e afirmou que os líderes internacionais querem apenas manter o poder hegemônico. Ele aproveitou para negar mais uma vez que o Irã pretenda desenvolver armas nucleares.

Ahmadinejad reafirmou que apesar de não existirem provas de que o Irã esteja trabalhando para desenvolver uma bomba nuclear, desde 2010, o país está sob fortes sanções econômicas, comerciais e financeiras.

O Brasil não apóia as sanções unilaterais, mas aplica as normas nas suas relações com o Irã. Recentemente, a ONU apelou para que Teerã retome as negociações a fim de encerrar o impasse sobre o assunto.

Por conta das sanções é cada vez mais difícil manter relações comerciais com o Irã. As transações econômicas ficam prejudicadas e poucos bancos aceitam efetuar pagamentos nos negócios fechados com o país.

Programa Nuclear

Uma missão de técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) desembarcará no Irã no próximo dia 28 para ouvir especialistas locais sobre o programa nuclear desenvolvido no país.

O principal objetivo é saber dos possíveis aspectos militares do programa. A missão que tem autorização do governo iraniano para realizar as inspeções, será comandada pelo belga Herman Nackaerts.

Além dele, a visita de uma semana terá a presença do argentino Rafael Grossi e da diretora jurídica da agência, a norte-americana Peri Lynne Johnson.

Na mesma data, a União Européia deverá reunir-se para chegar a um acordo sobre a suspensão da importação do petróleo iraniano. Para os Estados Unidos, o Irã é uma ameaça nuclear. Já Rússia e China são contrárias a novas restrições aos iranianos.

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