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Irã transforma sanções econômicas em oportunidades

06 de fevereiro de 2012
por: InfoRel

A aplicação de sanções econômicas unilaterais por parte dos Estados Unidos e de países europeus acabou provocando um efeito positivo no Irã. Sem ter como adquirir os produtos de que necessita no exterior, o país decidiu investir pesado em ciência, tecnologia e inovação.



O resultado é a produção nacional de medicamentos e equipamentos utilizados na indústria, comércio e agricultura, por exemplo.



O Irã conta com 500 centros de pesquisa, 140 universidades públicas, 90 incubadoras de pequenas empresas, 25 parques tecnológicos, 3,7 milhões de estudantes universitários, 104 mil professores, 18,4 mil masters e outros 10,3 mil PhDs.



Hoje, 95% dos medicamentos usados pelos iranianos são produzidos no país. O Irã é o 1º na produção de vacinas dentre os países do Oriente Médio.



Por trás desse êxito está o Centro para a Inovação e Cooperação Tecnológica (CITC), criado em 1984 e que coordena todas as ações nas mais de 20 áreas em que institutos do governo e universidades investem.



O país deu um salto. Os oito anos da guerra com o Iraque vitimou uma parcela significativa dos recursos humanos mais ricos do país. Também muitas das instituições foram abaixo por conta do conflito.



Este centro é de tal importância que está vinculado diretamente à Presidência da República e o seu presidente, Hamidreza Amirnia, é conselheiro direto do presidente Mahmoud Ahmadinejad.



Segundo Ali Birang, diretor de Assuntos Internacionais do CITC, "as dificuldades foram transformadas em oportunidades". Ele sabe que o país não tem condições de produzir tudo que necessita e que as sanções não são boas para o Irã, mas deixa claro que os cientistas iranianos estão entre os mais qualificados do mundo.



Dos medicamentos mais caros utilizados para o tratamento de câncer, o Irã produz nove. Para o combate à AIDS, foi desenvolvido um medicamento que recupera o sistema imunológico das pessoas, permitindo que tenham uma vida normal mesmo com o vírus.



Ainda na saúde, um equipamento com imagens em 3D localiza, por meio de um GPS, tumores no cérebro que são removidos com uma única incisão. Apenas duas empresas norte-americanas fabricam algo parecido ao custo de US$ 800 mil, mas não vendem ao Irã por conta das sanções.



O modelo mais avançado desenvolvido por um grupo de universitários vai chegar a mais de 100 hospitais do país por US$ 275 mil.



Nesta segunda-feira, 6, o presidente Ahmadinejad, participou do lançamento da linha de produção de proteínas sintéticas e fator anti-hemofílico, que integram a nova geração de fármacos biotecnológicos.



O desenvolvimento desses fármacos representará uma economia de US$ 100 milhões para o Irã. Apenas com o fator anti-hemofílico, o país gasta US$ 50 milhões em importação.


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