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Polêmica

Iraniano da Força Quds no Brasil sem visto

A oposição quer saber por que Esmail Ghaani, lugar tenente de Qassem Suleimani, comandante da Força Quds (Niru-ye Ghods), unidade especial do Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, entrou no Brasil sem visto integrando a comitiva do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

A Força Quds é a elite da Guarda Revolucionária Iraniana e segundo a oposição no Brasil, tem como um dos seus objetivos propagar o terrorismo internacional, tendo apoiado ações do grupo Hezbollah principalmente no Líbano, na Palestina e nos atentados contra a AMIA, em Buenos Aires, na década de 90.

De acordo com requerimento apresentado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Esmail Ghaani é a pessoa designada pelo Quds para fazer a triangulação via Dakar, de produtos nocivos e sensíveis com destino ao Irã.

Documento de 1998 da Federação de Cientistas Americanos relata que a função primária da Força Quds é organizar, treinar, equipar e financiar movimentos revolucionários islâmicos estrangeiros.

A Força Quds responde diretamente ao Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

O nome de Esmail Ghaani não consta de nenhuma das relações oficiais encaminhadas pelo Irã com os nomes que integraram a comitiva do presidente Ahmadinejad.

De acordo com o Itamaraty, no dia da visita de Mahmoud Ahmadinejad, a embaixada iraniana em Brasília, solicitou a concessão de desembarque condicional ao próprio presidente e mais quatro iranianos que o acompanhavam.

Entre eles, Ghaani.

O ministério das Relações Exteriores informou que tal concessão se insere na competência da Polícia Federal.

“É a possibilidade prevista para os casos em que membros de comitivas oficiais de qualquer nacionalidade cheguem sem visto previamente concedido, desde que seja do interesse do governo brasileiro e que o solicitante não esteja incluído em listas de alertas internacionais”, diz nota da chancelaria brasileira encaminhada ao Congresso.

A Coordenadoria Geral da Polícia de Imigração, do Departamento de Polícia Federal, concedeu o desembarque condicional com validade de oito dias para Ahmadinajed e os quatro iranianos.

Já o ministério da Justiça esclarece que não foram localizados registros de entrada ou saída nos bancos de dados da Polícia Federal em nome de Esmail Ghaani.

A oposição suspeita que Esmail Ghaani tenha se reunido com o alto escalão do governo e que poderia ter discutido temas como a exportação de urânio.

Os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Justiça, Luiz Paulo Barreto, podem ser chamados a explicar o fato no Congresso Nacional.

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