Mercosul – SICA
04/04/2006
Oriente Médio
06/04/2006

Comércio Exterior

Iraque é o novo foco do Brasil no Oriente Médio

A Agência de Promoção de Exportações do Brasil [Apex], trabalha para diversificar a pauta de exportações para o Iraque, país sob ocupação militar anglo-americana desde 2003. De acordo com o presidente da Apex, Juan Quirós, o Brasil não pode perder as oportunidades que se anunciam no país.

Os Estados Unidos aplicou segundo ele, US$ 18 bilhões na reestruturação dos sistemas de eletricidade, água, saúde, transporte, agricultura e telecomunicações. Quirós destacou ainda que outros US$ 13 bilhões estão sendo investidos no Iraque pelos chamados países doadores.

“São mais de US$ 30 bilhões de investimentos que o Brasil não pode ficar de fora”. O presidente da Apex também vê oportunidades para a exportação de frango, uma vez que a gripe aviária avança na região. Mais de 2,5 mil projetos estão em andamento no Iraque, para os quais, deverão ser investidos US$ 150 bilhões nos próximos anos.

Nos últimos 12 meses, o Brasil acumulou um déficit de US$ 472,3 milhões com o Iraque, com uma exportação que atingiu US$ 16,7 milhões. No último trimestre, as exportações para o Iraque cresceram em 2.825%.

Segundo a Apex, o petróleo iraquiano é o principal responsável pelo desequilíbrio na balança comercial entre os dois países. Por outro lado, o Brasil vende alimentos, material de construção, cosméticos, calçados, móveis, produtos médico-hospitalares e atua nos setores de tecnologia da informação, transportes e petróleo.

“O caminho para reverter o déficit é aumentar o valor agregado das exportações e ganhar participação no mercado iraquiano”, afirmou Juan Quirós. Ele informou que entre os dias 8 e 11 de maio, 32 empresas brasileiras participarão da “Rebuild Iraq 2006” , feira que será realizada em Amã, na Jordânia.

Em setembro de 2005, a Apex reuniu representantes de 200 empresas brasileiras e outros 1.500 importadores, no evento “Brasil na Reconstrução do Iraque”.

Na oportunidade, o total de negócios fechados atingiu US$ 17,5 milhões. Nos doze meses seguintes, outros US$ 95 milhões foram gerados em vendas.

Na “Rebuldi Iraq 2006”, devem participar empresas dos setores de bens de capital, equipamentos agrícolas, componentes e materiais dos setores elétrico eletrônico, indústria petrolífera, construção civil, matéria-prima para a indústria de calçados e de panificação e equipamentos médicos e odontológicos.

A expectativa é que a feira gere negócios da ordem de US$ 1,5 milhão durante o evento e outros US$ 20 milhões até maio de 2007.

Em artigo elaborado para o InfoRel, o empresário Rafael Melo e Silva, afirma que o Brasil pode se destacar no processo de reconstrução do Iraque e consolidar-se na região.

Na sua avaliação, “a corrida pelo mercado iraquiano esta apenas no início”. Segundo ele, “o Iraque abre suas as portas as nossas empresas e produtos. Este é o momento de investir de fato neste mercado e fazer valer a qualidade e competitividade dos produtos brasileiros”.

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