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Israel: conflito com Irã na agenda brasileira

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Na próxima quarta-feira, 22, chega à Brasília, o chanceler israelense Avigdor Lieberman, que será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua primeira parada por um giro que inclui Brasil, Argentina, Colômbia e Peru.

O principal objetivo da visita é neutralizar os avanços conquistados na região pelo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, sobretudo a partir das relações com a Venezuela.

Lieberman passará por São Paulo onde terá encontros com o prefeito Gilberto Kassab e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e na reunião com Lula, pretende confirmar as datas das visitas do presidente israelense Shimon Peres, ao Brasil em novembro e de Lula àquele país em 2010.

Se a agenda for confirmada, a diplomacia brasileira será colocada numa tremenda saia-justa uma vez que Ahmadinejad que deveria ter vindo ao país em maio, deverá vir exatamente em novembro.

O presidente Lula que já visitou Arábia Saudita, Egito, Líbia, Qatar e Síria, nunca esteve em Israel. Ainda assim, em várias oportunidades, reivindicou um papel de destaque para o Brasil na resolução dos conflitos no Oriente Médio.

Para Lula, os atores tradicionais fracassaram.

O Itamaraty prefere manter uma relação positiva com todos os lados da crise, razão pela qual, defende a criação de um Estado palestino e o reconhecimento de Israel, fato negado pelo Irã.

O chanceler israelense deverá acusar Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela de apoiarem o programa nuclear iraniano. Para Israel, o programa tem fins militares e representa uma ameaça para os judeus.

De acordo com o embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, a aproximação do Irã com a América do Sul é preocupante.

Becher afirmou que as relações com o Brasil são prioritárias, tanto no campo bilateral como multilateral. Em 2010, Israel deverá abrir um Consulado-Geral em São Paulo e outro, honorário, no Rio de Janeiro.

Atualmente, o comércio entre os dois países gira em torno de US$ 1,6 bilhão. A pretensão israelense é chegar aos US$ 3 bilhões.

Na sua avaliação, esse volume será duplicado logo que o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul estiver em vigor.

Também deverá ser assinado um acordo aumentando os vôos diários entre o Brasil e Israel como forma de incrementar o turismo. Em 2008, 30 mil brasileiros visitaram o país.

Irã

O governo brasileiro está preparado para receber Lieberman, mas garante que não mudará sua postura em relação ao Irã e as suas pretensões de reforçar as relações com o regime dos aiatolás.

Avigdor Lieberman é um ultra-direitista que além de chanceler, é o vice-primeiro-ministro de Israel. Ele propôs bombardear o comércio de Ramallah, na Cisjordânia e o afogamento de 350 prisioneiros palestinos no Mar Morto.

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