Brasília, 19 de dezembro de 2018 - 02h23

Terrorismo

07 de agosto de 2012
por: InfoRel
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No último domingo, 5, um grupo de terroristas jihadistas islâmicos matou 16 militares egípcios no posto de fronteira daquele país com Israel e a Faixa de Gaza. Autoridades israelenses garantem que já conheciam as atividades jihadistas do lado egípcio.



Mosher Bachav, futuro embaixador de Israel na Guatemala e diretor de América Central da chancelaria israelense, afirmou que "sabemos desses movimentos do outro lado (da fronteira), mas não podemos entrar, pois temos um acordo de paz com o Egito".



Já o diretor-geral adjunto de Assuntos Multilaterais, do ministério das Relações Exteriores de Israel, Pinjas Avivi, destacou que o ataque dos salafistas da jihad, ocorreu no momento mais sagrado para os islâmicos, quando jantam após o jejum pelo Ramadã.



Segundo ele, "Israel tinha informações sobre esses movimentos e avisamos o Egito de que algo estava sendo gestado no Sinai. A situação exige mais cooperação e acreditamos que o Egito será muito mais rigoroso agora com quem cruzar os túneis que levam à Gaza, tanto que o Hamas tratou de fechá-los".



Autoridades israelenses asseguram que o Hamas é quem controla o movimento nos cerca de 400 túneis entre o Egito e Gaza e que a organização chega a faturar US$ 50 mil diários com o comércio clandestino.



Não existem postos de fronteira entre Egito e Gaza. Desde o governo egípcio de Anuar Sadat, decidiu-se não manter relações com os palestinos.



Na avaliação de Avivi, os militares e atuais governantes egípcios estão em condições de enfrentar a emergência terrorista no país, no entanto, ele chamou a atenção para a situação socioeconômica do Egito que registra uma taxa de desemprego de 50% dos seus cerca de 88 milhões de habitantes.



Esse componente pode se traduzir em novos distúrbios.



Terrorismo



Israel acredita que o Irã envia armas pelo Sinai, considerada uma "Terra de Ninguém", que pelos túneis chegam à Faixa de Gaza e ao Líbano, por Suez.



Essas armas vão para o Hezbollah que agora, trata de enviá-las à Síria para apoiar o regime de



Bashar al Assad e aplacar as revoltas naquele país.



O Hezbollah possui um Exército com cerca de cinco mil combatentes, um arsenal com 40 mil mísseis, pelo menos 600 morteiros com 8 km de alcance, 200 foguetes com alcance de 40 km, e um grande aparato de inteligência.



Essas armas seriam armazenadas em zonas urbanas.



Além disso, a organização usaria a população como escudo humano. Embaixo de hospitais e colégios, também estariam mais de 50 bunkers usados pela organização.



Infiéis



O governo do Egito classificou de "infiéis" os islâmicos que mataram os soldados próximo à fronteira com Israel.



Este incidente abalou as relações entre Egito, Israel e os palestinos.



De acordo com um funcionário do governo egípcio "elementos jihadistas" teriam se infiltrado da Faixa de Gaza para o Egito antes do ataque contra o posto de fronteira.



Depois de matarem os soldados egípcios, roubaram dois veículos blindados e foram mortos pelas forças israelenses quando tentavam invadir Israel.



Nesta terça-feira, 7, 0 ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, confirmou a morte de oito militantes jihadistas no ataque.



Barak afirmou que o incidente precisa ser visto pelo Egito como um "toque de alerta". Para o governo de Israel, há muito tempo o Egito perdeu o controle sobre o Sinai, uma península desértica.



Em Jerusalém, acredita-se que este é o primeiro teste de fogo para o recém-empossado presidente egípcio, Mohamed Mursi.



No poder desde junho, ele esteve na região da fronteira nesta segunda-feira, 6.



Durante o governo do ex-presidente Hosni Mubarak, o Egito cooperava com Israel em temas de segurança com o apoio dos Estados Unidos.



Um dos objetivos era justamente combater a Irmandade Mulçumana, movimento islâmico ao qual pertence Mursi.



A expectativa agora é pela reação dos militares à morte dos soldados egípcios.



O acordo de paz firmado com Israel em 1979 tinha a desmilitarização do Sinai como um de seus pilares.



Mohamed Mursi tem dito que o acordo de paz com Israel será mantido, mas também tem procurado manter relações amistosas com o Hamas que controla a Faixa de Gaza.



A Irmandade Muçulmana acusa o serviço secreto israelense de ter armado o ataque para fragilizar o novo governo egípcio, o que foi negado por Jerusalém.



O Hamas, por sua vez, teme que haja um reforço no bloqueio à Gaza.



Por via terrestre, há dois pontos em Israel por onde entram mercadorias perecíveis e não perecíveis. Inclusive, na Tríplice Fronteira com o Egito, há uma via que liga aquele país à Faixa de Gaza, que, no entanto, não tem sido utilizada.



Análise da Notícia



No domingo, 5, estava justamente na região onde pelo menos 20 foguetes foram lançados contra um kibutz em Kerem Shalom, distante poucos metros da fronteira com a Faixa de Gaza.



O objetivo era justamente conhecer a realidade de uma região que convive com ataques quase diários. Os foguetes, a maioria artesanais, são disparados por vários grupos islâmicos com a conivência do Hamas, que governa Gaza.



Apesar da intensidade dos ataques, os foguetes provocaram apenas danos materiais. Foram disparados quando já havia deixado o local em direção à Tríplice Fronteira.



Há alguns quilômetros dali, num posto por onde entram mercadorias desde Israel para Gaza, houve outro ataque que resultou na morte de 16 soldados egípcios.



A Força Aérea de Israel e o Exército atuaram rapidamente e os jihadistas foram mortos quando tentavam invadir o território israelense.



Os dois incidentes revelam uma realidade cruel numa região que desgraçadamente está acostumada com o terrorismo.



O Egito não quer se envolver no conflito Israel - Palestina, mas talvez agora se sinta obrigado a fazê-lo.



Para Israel, é fundamental que a região desértica do Sinai, do lado egípcio, seja controlada e os túneis por onde entram armas, munições e artefatos que são utilizados para a confecção de foguetes, sejam fechados.



Gaza não está bloqueada nem existe ali uma crise humanitária.



Neste posto fronteiriço, pude ver todo tipo de produtos que se destinavam ao lado palestino como alimentos doados pelas Nações Unidas, geladeiras, fraldas descartáveis e TVs de plasma de última geração, entre outros.



É por este posto que entram os produtos que chegam do Brasil, da União Europeia e até dos Estados Unidos para Gaza.



Muitos produtos são impedidos de passar para o lado palestino, pois são considerados potencialmente perigosos para a segurança de Israel. O nível de segurança é altíssimo e é possível respirar a tensão.



Embora as pessoas trabalhem normalmente, o "normalmente" nesta região é bem relativo e não pode ser comparado com o que conhecemos em países onde tal realidade inexiste.



Estou em Israel como o único brasileiro convidado pela Agência de Cooperação MASHAV, vinculada ao ministério das Relações Exteriores do país, num grupo de 25 jornalistas de 14 países latino-americanos.



Nossa missão? Saber como é o trabalho de um jornalista em área de conflito, neste caso, como bem dizem os militares, estamos no teatro real de operações.

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