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Itamaraty promove curso sobre mundo islâmico para

Itamaraty promove curso sobre mundo islâmico para diplomatas

Brasília – De olho numa maior influência no Oriente Médio após o acordo firmado pelo Irã com o Ocidente, o ministério das Relações Exteriores promoveu na semana passada, um curso de cinco dias sobre o mundo islâmico para os seus diplomatas que atuam naquela região.

O evento teve o apoio da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) e foi realizado no Instituto Rio Branco. O curso Mundo Islâmico: sociedade, cultura e estado, também contou com o apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e do Instituto da Cultura Árabe (Icarabe). 

Segundo Mohamed Zoghbi, presidente da Fambras, “nossa ideia era dar uma visão mais clara sobre o Islã, trabalhar melhor os estereótipos. Nada melhor do que diplomatas que têm uma visão clara, isso é de suma importância”, explicou.

O vice-presidente de Comércio Exterior da Câmara Árabe, Rubens Hannun, falou sobre o mercado islâmico, dando detalhes do perfil do consumidor muçulmano e do que o atrai. “Apresentamos a leitura que a gente faz da política, dos costumes, da economia, da geopolítica, do direito e da história do Islã”, afirmou Zoghbi.

Participaram do curso, Salem Nasser, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e presidente do Icarabe; Paulo Hilu, da Universidade Federal Fluminense (UFF); Mohamed Habib, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Hussein Ali Kalout, da Universidade de Harvard; Jamil Ibrahim Iskandar, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); entre outros.

Palestina

Na última sexta-feira, 29, a Palestina foi homenageada em sessão realizada na Câmara dos Deputados, por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. No evento, o embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Alzeben, lembrou que o Brasil sempre defendeu a criação de um estado palestino e apoiou a causa do povo da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

O embaixador pediu que o povo palestino tenha o direito de viver em seu território e disse que é preciso encontrar uma solução que permita aos povos de Israel e da Palestina viver em paz. “Hoje nos encontramos para lembrarmos ao mundo e a nós que há uma tragédia reconhecida por todos e que há necessidade iminente de pôr fim a este martírio, devolvendo à sociedade palestina o direito legal e humano de viver na superfície da terra e não em seu interior ou nos papéis e resoluções”, disse Alzeben.

O Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino é celebrado em 29 de novembro, data na qual foi adotada a resolução 181 das Nações Unidas. Esta medida aprovou a repartição da Palestina e previa a criação dos estados de Israel e da Palestina.

Em 29 de novembro de 2012, as Nações Unidas aceitaram o reconhecimento da Palestina como estado não-membro da instituição durante uma votação realizada na Assembleia Geral. O status de estado observador não membro da ONU foi aceito por 138 países, dos 193 representados na Assembleia. Entre os contrários estavam Estados Unidos e Canadá.

A deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC) disse que os palestinos não podem mais ser refugiados em seu país. “Os mais de cinco milhões de palestinos devem ter assegurado direito de retornarem às suas terras”, disse.

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