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Defesa

JID: Canadá assume presidência no lugar do Brasil

O general Guy Thibault, do Canadá, assumiu no último dia 30, a presidência da Junta Interamericana de Defesa (JID), órgão de assessoramento da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Ele ocupará o cargo que desde julho de 2009 pertencia ao brigadeiro José Roberto Machado e Silva (FAB).

O general brasileiro Juarez Aparecido de Paula Cunha será o Diretor-Geral.

A transmissão de cargo contou com a presença do Secretário-Geral da OEA, José Miguel Insulza.

De acordo com Insulza, “o trabalho realizado pelo brigadeiro Machado expressou plenamente o compromisso hemisférico da JID de trabalhar por um novo esquema institucional e fortalecer seus vínculos com a OEA, para enfrentar melhor os novos e tradicionais desafios que se apresentam à região”.

Para o Secretário-Geral da OEA, a JID é peça fundamental para que os preceitos contidos na Carta Democrática Interamericana sejam observados. Em setembro, ela completa dez anos.

José Miguel Insulza lembrou ainda da criação do Departamento de Defesa e Segurança Hemisférica da OEA que trabalhará em conjunto com a JID e o Colégio Interamericano de Defesa.

Guy Thibault anunciou que pretende promover reformas na Junta Interamericana de Defesa tornando-a mais próxima das demais instâncias da OEA. Ele quer ainda que a JID atue de forma mais direta com os demais atores hemisféricos de Defesa.

Thibault defende que a JID seja menos reativa e mais proativa, o que implica redefinir o seu papel e sua autonomia para que uma nova arquitetura interamericana de Defesa seja implementada.

Brasil

A representação do Brasil na Junta Interamericana de Defesa é chefiada pelo general Racine Bezerra Lima e Filho que foi comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé (AM). Ele assumiu o posto em julho de 2010.

Segundo ele, “a JID é um ambiente favorável para a construção de relações de confiança mútua entre militares de toda a região e um exemplo de multilateralismo onde todos têm os mesmo peso”.

A Junta Interamericana de Defesa é composta por 27 países do hemisfério, mais China, Dinamarca, Espanha, França e Holanda, que atuam como países observadores.

“No sistema interamericano ninguém manda em ninguém. O princípio é somar esforços. Não há competição entre países”, destacou o general brasileiro.

Ele também descartou qualquer tipo de competição entre a Junta Interamericana de Defesa e o recém criado Conselho de Defesa Sul-Americano.

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