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Terrorismo

Jihadistas matam 15 soldados egípcios na fronteira do Sinai

Pelo menos 15 soldados do Exército do Egito foram mortos numa embocada realizada por radicais do movimento jihadista global, neste domingo, 5, na Tríplice Fronteira entre a Faixa de Gaza, Israel e o Egito.

Um veículo blindado também foi sequestrado e houve disparos contra militares das forças de defesa de Israel.

O atentado ocorreu em um posto de segurança de Rafah.

Autoridades locais afirmam que os jihadistas globais têm-se tornado uma força terrorista cada vez mais forte e presente na região do Sinai. O ataque coordenado contou com o uso de armas pesadas.

De acordo com informações locais, os terroristas atacaram durante o jantar iftar, quando os muçulmanos quebram por um período curtíssimo o jejum do Ramadã.

Também neste domingo, dezenas de foguetes foram lançados da Faixa de Gaza contra o Conselho Regional de Eshkol. Não há registro de vítimas fatais e a população foi orientada a permanecer em suas residências.

As forças de defesa de Israel responderam com disparos na direção do aeroporto internacional da Faixa de Gaza que não opera.

Siderot

Um foguete Qassam explodiu num campo aberto em Siderot, o município israelense mais próximo da Faixa de Gaza, com 24 mil habitantes.

A Força Aérea de Israel atacou alvos considerados terroristas em Gaza.

De acordo com fontes palestinas, uma moto com dois membros do Comitê de Resistência Popular, do bairro de Tel Sultan, a oeste de Rafah, seriam os objetivos.

Um deles foi morto e outro ferido.

Análise da Notícia

Na manhã deste domingo, estive no kibutz de Kerem Shalom, filiado ao Conselho Regional Eshkol, do lado israelense da Tríplice Fronteira com a Faixa de Gaza e o Egito.

Almocei com os membros da comunidade e conheci detalhes dos ataques que são perpetrados diariamente contra o local.

De acordo com os responsáveis de segurança, o Sinai tem-se convertido num campo fértil para o terrorismo.

Há poucas semanas, dois terroristas entraram no kibutz e mataram quatro soldados israelenses.

Foi nessa região que radicais palestinos sequestraram o soldado Gilad Shalit em 25 de junho de 2006. Em outubro de 2011, ele foi trocado por 1012 palestinos presos em Israel acusados de terrorismo.

O atentado de hoje, ocorreu pouco depois em que deixei o kibutz em direção ao posto fronteiriço entre Israel e a Faixa de Gaza.

Apenas dois desses postos funcionam e servem para permitir que Gaza receba mercadorias de todo tipo, inclusive eletrodomésticos e alimentos que são comprados e doados.

Israel gasta anualmente, US$ 5 milhões para manter um desses postos onde os caminhões são rigorosamente checados, inclusive por meio de scanners.

Deste posto, fui para Siderot, a cidade que em onze anos, recebeu 8,6 mil projéteis de todo tipo, sendo o Qassam, o mais comum. Eles vêm da Fatah, Hamas e Jihad, organizações que disputam entre si que tem mais poder de fogo contra Israel.

Há foguetes que atingem 3 km de distância e outros mais sofisticados que alcançam 25 km e 2 mil metros de altura.

O município tenta levar uma vida normal, mas os refúgios fortificados denunciam o que é viver tão próximo, geograficamente, do terrorismo.

Segundo Koby Harush, oficial do Exército de Israel e enlace com a comunidade, “Israel reduziria a Faixa de Gaza em duas horas se quisesse, pois possui tecnologia e recursos para isso”.

Ele acredita que enquanto o Hamas estiver governando Gaza, não haverá paz na região.

Felizmente, o ataque a Siderot aconteceu quando estava a caminho de Kefar Sava, próximo a Tel Aviv e também não deixou vítimas fatais.

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