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Jobim dá como mortos os militares desaparecidos

Jobim dá como mortos os militares desaparecidos

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que desembarcou em Brasília na madrugada desta sexta-feira vindo de Porto Príncipe, afirmou que é um eufemismo tratar os militares brasileiros vitimados pelo terremoto de terça-feira como desaparecidos.

Jobim também acredita que o diplomata brasileiro Luiz Carlos da Costa, alto funcionário das Nações Unidas no Haiti, esteja entre os mortos. Costa participava de uma reunião no QG da Minustah quando o prédio desabou.

Com ele estava o chefe civil da missão, o tunisiano Hédi Annadi, que teve sua morte confirmada.

Em Porto Príncipe, o ministro da Defesa afirmou que o Brasil não vai discutir o custo financeiro das operações que pretende implementar no país.

Ele reconheceu que a tropa brasileira está abalada com a perda de colegas, mas que todos estão trabalhando incansavelmente desde as primeiras horas da tragédia.

Em Brasília, o Comando do Exército prefere aguardar a confirmação das mortes para atualizar a lista de vítimas.

Os militares ainda não definiram quando o 12º contingente da Minustah será completado. Pelo menos 130 soldados que deveriam desembarcar em Porto Príncipe na terça-feira aguardam no Rio de Janeiro o momento de seguir para o Caribe.

O futuro comandante do Batalhão brasileiro, Coronel Ajax Pinheiro, afirmou que os soldados estão preparados para lidar com o cenário de catástrofe que encontrarão.

Antes de retornar ao Brasil, o ministro da Defesa e os comandantes do Exército e da Marinha, se reuniram com o presidente do Haiti, René Prèval. O presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, também participou do encontro.

Além do plano emergencial apresentado pelo Brasil, também discutiram a necessidade de se restabelecer o quanto antes as comunicações no país.

Prèval acredita que pelo menos sete mil corpos tenham sido sepultados em valas comuns. Esses corpos podem se transformar em focos de epidemias.

Ficou decidido que a Companhia de Engenharia do Exército brasileiro vai construir um cemitério em caráter de urgência.

A República Dominicana colocou vários hospitais à disposição dos haitianos. Os casos mais graves atendidos no hospital de campanha da Força Aérea Brasileira em Porto Príncipe poderão ser removidos para o país vizinho.

Leonel Fernández também disponibilizou portos e aeroportos dominicanos para o recebimento de pessoal e doações.

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