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Missão de Paz

Jobim defende permanência do Brasil no Haiti

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu a presença do Brasil no comando da Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti (Minustah), apesar das críticas recebidas pelo governo por conta do déficit entre o que o país gasta e o que a Organização das Nações Unidas (ONU) reembolsa.

Jobim explicou que desde 2004 quando o Congresso aprovou o envio de tropas ao Haiti, o Brasil acumula mais de R$ 400 milhões negativos.

Em 2004, por exemplo, a presença do Brasil custou R$ 108 milhões e a ONU repassou apenas R$ 13,8 milhões.

Na avaliação do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), “esses recursos fazem muita falta à segurança do Rio de Janeiro”.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) reclamou dos salários pagos aos militares. Um oficial superior recebe US$ 4 mil e um soldado, apenas US$ 972.

Para o deputado, esses salários são ínfimos se comparados com os valores pagos aos diplomatas.

Em janeiro, o Brasil envia o 12º contingente ao Haiti. A ONU prorrogou a missão até outubro de 2010.

O país contribui com 1.016 soldados de infantaria do Exército, 219 Fuzileiros Navais, um oficial da Aeronáutica e 250 militares que integram a Companhia de Engenharia.

No total, a Minustah é integrada por 7.039 militares de 17 países.

Usina

Nelson Jobim informou que a proposta de construção de uma usina hidrelétrica no Haiti está sendo discutida com os Estados Unidos.

O projeto da usina de Artibonite custou US$ 2,9 milhões e a construção está orçada em US$ 150 milhões.

Os militares brasileiros trabalham para que o lago que terá origem com a usina seja utilizado para a irrigação do plantio de alimentos.

De acordo com o ministro, as obras poderão ser iniciadas em março do ano que vem.

“O Brasil tem obrigação em estar no Haiti. Nós entendemos que temos essa responsabilidade. Se pensamos em ser grande potência, temos de pensar nisso. Muitos sustentam que o Brasil deve sair do Haiti. O governo sustenta que devemos permanecer apesar dos custos”, afirmou o ministro.

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