Brasília, 12 de dezembro de 2018 - 06h53

Forças Armadas

22 de novembro de 2016
por: InfoRel
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Brasília - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, pediu o apoio do Congresso Nacional nesta terça-feira, 22, para garantir os recursos necessários aos projetos estratégicos das Forças Armadas. Ele falou em audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e apelou para que o Legislativo garanta o volume de recursos necessários para a continuidade de projetos considerados “a espinha dorsal” da Defesa.



Segundo Jungmann, com mais R$ 200 milhões o projeto do cargueiro KC-390 será concluído e o avião poderá ser exportado. Na sua opinião, não se pode negar investimentos estratégicos em defesa e segurança a um país que tem como objetivo ter “uma projeção global e de liderança”.



Raul Jungmann revelou que o valor total dos investimentos prioritários é de R$ 122 bilhões, dos quais ainda faltam R$ 95 bilhões. Entre as ações estratégicas priorizadas pela Defesa estão estaleiros e base naval para a frota submarina, a construção de quatro submarinos convencionais e o programa de modernização de blindados usados para transporte das tropas e para ataque e defesa.



Entre os projetos prioritários também está o do submarino de propulsão nuclear, que deve ser entregue em 2027, totalizando um investimento de R$ 8,9 bilhões, dos quais já foram gastos até agora R$ 1,8 bilhão. “É uma necessidade da Defesa. Não é um capricho”, afirmou Jungmann.



A falta de recursos orçamentários, segundo Jungmann, já adiou o lançamento do submarino nuclear de 2023 para 2027. Já o comandante do Exército, general Eduardo Dias Villas Bôas, disse que o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) só deverá estar operacional em 2035, quando a tecnologia usada já estará obsoleta.



O ministro também destacou as principais dificuldades da área, e citou a dependência tecnológica no campo militar e a vulnerabilidade dos sistemas de informação, bem como o avanço do crime organizado transnacional e a deterioração da segurança pública em alguns estados, o que reforça a importância do Sisfron.



Ele informou que existem hoje 24 postos de fronteira operados pelo Exército, além de outros coordenados pela Marinha e Aeronáutica e que muitos problemas encontrados em capitais brasileiras ocorrem em função da falta de um maior controle nessas áreas.



“Na fronteira com Bolívia e Paraguai, temos grande frequência de crimes fronteiriços [como o contrabando de drogas e armas.] Só em outubro último, por exemplo, no Rio de Janeiro, foram apreendidos mais de 40 fuzis. Se o crime é transfronteiriço, não adianta ter controle apenas do território nacional”, concluiu.


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