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Kfar Sava é cidade laica modelo em Israel

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As cidades israelenses competem entre em vários quesitos e qualidade de vida é um dos mais importantes, principalmente em se tratando de municípios localizados poucos quilômetros de áreas conflituosas.

Kfar Sava – Vila do Avô – é uma cidade laica administrada por um judeu não religioso que há nove anos transformou a realidade local dos pouco mais de 95 mil habitantes com qualidade de vida numa cidade que guarda um ar bucólico de cidade moderna, mas do interior.

O prefeito local, Yehuda Ben Hemo, foi Secretário da Juventude Trabalhista e não esconde o orgulho em ter colocado a cidade entre as 15 mais bem administradas do país.

Ele acredita que o problema do conflito Israel – Palestina não está nas pessoas, mas nas lideranças que tratam o tema. Ben Hemo entende que o preço da paz precisa ser um preço conveniente e que cada dia mais gente está disposta a entregar território em troca de paz.

“Israel é a única democracia da região e muitos países simplesmente não querem a paz”, afirmou.

Para Yehuda Ben Hemo, a comunidade internacional comete um erro grave ao colar a imagem de Israel às suas forças de defesa.

“Quem quer a paz precisa estar preparado para a guerra. Nós não podemos nos dar ao luxo de perdermos uma guerra, pois desapareceríamos”, destacou.

Kfar Sava recebe poucos recursos do governo federal e o município é mantido pelos impostos pagos por cidadãos e empresas. Atualmente, 95% dos habitantes estão adimplentes.

Na sua avaliação, as cidades árabes de Israel precisam ter condições próprias para se desenvolverem.

Conflito

Para Yehuda Ben Hemo, o principal problema que enfrentam judeus e palestinos em torno de um acordo de paz diz respeito ao ego de cada um. “Se fossem mulheres ou empresários que estivessem negociando esse acordo, o problema já estaria resolvido. Há egos judeus, religiosos e árabes”, explicou.

O prefeito de Kfar Sava lembrou que os judeus que rezam três vezes ao dia, sempre dão três passos para trás. “Isso significa renúncia. Se queremos paz, temos de renunciar também. Ninguém que não estiver disposto a renunciar, não fará a paz”, destacou.

Ele defendeu também o endurecimento do governo com os extremistas, aqueles que de um lado e de outro, tratam de impedir que se alcance uma solução para o conflito.

Ben Hemo também acusou o Irã e a Al Qaeda de fomentarem uma guerra na região e por isso, precisam ser neutralizados. “O Irã é um problema mundial, não apenas de Israel, assim como a Alemanha não era problema exclusivo dos judeus”, recordou.

Para o prefeito de Kfar Sava, distante apenas 3 km de Qalqilya, cidade palestina administrada pelo Hamas, “não há solução mágica para o conflito. Têm que entender que estamos aqui, temos de alcançar a paz, não há volta”.

Yehuda Ben Hemo afirmou ainda que Israel está frente a países não democráticos e que do lado palestino, não existem líderes fortes em condições de controlar os extremistas.

Israel possui uma lei que proíbe partidos extremistas que não reconhecem o direito palestino.

A exemplo de todas as cidades do país, Kfar Sava possui um refúgio de onde as autoridades seguem governando o município, principalmente a Defesa Civil, em caso de bombardeios.

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